Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Porque não falei dos protestos aqui?

A resposta é simples: porque não estudo astrologia mundial.

A analogia a seguir se aplica a mim também, mesmo não me achando sábio o bastante: um grande sábio só é chamado assim porque desbravou e dominou alguma área do conhecimento, mas ele pode ser completamente inepto nas outras.

Um grande detentor de conhecimento tem como seus limites o próprio conhecimento que detém e as elucubrações que pode com ele fazer. Um geólogo não pode falar quase nada de astronomia, exceto aquilo que lhe diz respeito, como a composição mineral de um planeta. E, mesmo assim, ele vai ter de sair um pouquinho da sua zona de conforto e ler materiais que fazem interseções com outras áreas.

Tudo isso para falar o seguinte: se eu nunca me dediquei a astrologia mundial (que pode ser visto no parco número de artigos desse blogue sobre o tema), como poderia eu, em cima da hora, prever alguma coisa nesse sentido? Seria um tanto arrogante. Felizmente, sou muito apagadinho pra receber qualquer tipo de crítica desse tipo. Sim, me incomoda não estar no meio dos astrólogos que estão no momento a bradar gritos de “eu avisei” e suas sinonímias.

Astrologia mundial é um interesse de astrólogos mais maduros, que saem do seu umbigo e começam a olhar ao redor. Talvez daqui a dez anos eu me interesse mais por isso.

Por hora, minhas congratulações aos colegas mais maduros, com consciência social, independente da visão política, que deixaram de olhar para o indivíduo e há muito tempo desbravam o coletivo… Carlos Holanda, por exemplo, na Astrologia contemporânea. Yuzuru, na astrologia mais clássica.

Sem ironias, mas me irrita muito os imbróglios teóricos que temos de resolver para aplicarmos astrologia mundial medieval… Devemos usar posições médias (que não existem) de Júpiter e Saturno ou as reais? Porque haveria de ser diferente de astrologia natal? São coisas que já expliquei aqui e que o leitor pode pesquisar, ou me perguntar no Formspring. Sem contar que se trata da área onde é mais latente a sensação de se esconder conhecimento… Steven Birchfield é um dos que mais sabem a respeito, não fala uma vírgula e sequer vende esse conhecimento na forma de cursos.

Abu Ma’Shar disse, citado por Sadam, seu discípulo (não o Housseim…) que um homem que compartilha seu conhecimento a outros é como um jarro que, outrora cheio, se esvazia, tornando-se inútil. Muita gente pensa assim. Sou exortado frequentemente a pensar assim. Mas ainda acho melhor divulgar o que sei, porque não são segredos: estão em livros de distribuição fácil pela net. Talvez quando eu descobrir um verdadeiro segredo, eu pense de uma forma diferente. Ou não.

2 Comments»

  Anônimo wrote @

Eu adoro astrologia mundana, mais que a pessoal. Mas concordo que as técnicas clássicas para a mundana parecem vagas demais, parece que há lacunas demais.

Mesmo com seus poréns eu acho o mapa de nascimento de uma nação bastante útil (o yuzuru acha uma balela). E como não usar Urano, netuno e plutão para estudar cada geração e seus dilemas.

  Rodolfo Veronese wrote @

O problema dos planetas transaturninos, para mim, reside apenas no seu uso dentro de um contexto tradicional. Não faz sentido usá-los do modo tradicional, com regências e outras coisas cujo raciocínio de construção nos é desconhecido hoje. Mas eu não desaprovo o uso deles por quem não pratica astrologia medieval, ciente de que produzem resultados. Eu apenas confio que a astrologia medieval é completa e não necessita de acréscimos.


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