Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Sobre a experiência na previsão Astrológica

Sempre me culpo por não dedicar mais tempo à prática da astrologia, porém não é uma coisa fácil pro estilo de vida que tenho. Sou médico plantonista e, quando não estou trabalhando, estou descansando ou cuidando de projetos que circundam a astrologia, como o site de vídeos ou novos conteúdos que estou aprendendo.

Uma hora, porém, a nossa psique fica de saco cheio de se culpar e quer “chutar o balde”… Podem chamar de racionalização, mas eu venho questionando essa idéia de que quanto maior o número de mapas delineados, maior a chance de se acertar previsões.

A Astrologia que eu pratico se baseia em regras rígidas. Uma pessoa pode ficar anos sem praticar, só estudando os princípios básicos que, quando ocorrer a oportunidade de praticar sobre um mapa, ela pode atingir excelentes resultados. Basta seguir os princípios.

Além disso, também há o aprendizado por observação. Eu posso ficar meses sem interpretar um mapa, só que nesse período eu perdi a conta de quantas vezes assisti de camarote meu professor interpretando mapas nos seus cursos. Eu sei que não é a mesma coisa, mas acredite: esse método funciona e, além disso, há a vantagem de já se saber o que ocorreu e ver se as técnicas funcionam ou não – coisa que não tinha facilmente quando interpretava mapas.

Quando eu praticava astrologia da maneira “convencional” – lendo mapas de pessoas que eu não conhecia – poucas foram as vezes em que eu recebia feedback dos consulentes. Eu tinha que ir atrás e saber se aconteceram ou não as previsões. Evidentemente, eu não fazia isso. Sou preguiçoso e confesso não desenvolver esse procedimento de ir atrás.

Foi então que, com o início dessa minha vida de médico, os mapas interpretados foram ficando cada vez mais escassos. Enquanto isso, porém, eu mantive “clientes” fiéis. São amigos que, volta e meia, pedem para que eu interprete sua revolução anual ou seus dashas. Esses amigos trocam favores comigo pelas interpretações mas, mesmo se não trocassem, são amigos próximos e eu não via problema em fazer de graça para eles. O que não significa que farei de graça para o leitor, (me desculpe a sinceridade…).

Quero dizer com isso que, mesmo ficando meses sem ler uma natividade, o feedback que recebo dos meus amigos me mostra que tenho acertado muita coisa. Eles sempre desejam que eu volte a interpretar os mapas deles porque a maioria das previsões que faço acontecem.

Não quero que o leitor interprete o parágrafo anterior como uma ode à minha capacidade preditiva. Quero dizer que é plenamente possível não ser um astrólogo praticante e fazer previsões certeiras. Basta seguir os princípios da sua escola e, quando surgir a oportunidade, você usá-los estritamente.

Não gosto do conceito de que a astrologia é uma arte. Ela é um saber, com regras que, se seguidas à risca, podem gerar os mesmos resultados, tanto para um mestre quanto para o discípulo. A diferença é que o mestre tem um número maior de conexões cerebrais desenvolvidas para a prática e ele tem uma capacidade maior de associar os conteúdos que vislumbra no mapa. É devido ao atributo de associação cerebral que se chama a astrologia de uma arte, mas ele está presente em qualquer profissão, seja ela artística ou não.

O artista ou o artesão, com o tempo, desenvolvem um estilo próprio e passam a ter mais habilidade naquilo que fazem. Fazem associações criativas com mais frequência. Mas esse processo de destreza ocorre com qualquer saber ou profissão, mesmo com ofícios que não sejam considerados artísticos. Ocorrerá com pintores de parede, garçons, engenheiros, médicos. E com astrólogos também.

Existem mais variáveis envolvidas no problema do ganho de destreza na astrologia. Não basta apenas praticar muito; para quem acredita em destino, há também a questão da pessoa ser destinada a receber más ou boas orientações. Levando-se isso em conta, quanto mais mapas você interpreta, aumentará tanto o número de interpretações certas e erradas, porque não depende apenas da sua habilidade: as pessoas são destinadas a receber uma determinada qualidade de orientação.

Quanto ao ensino da astrologia, é evidente que a pessoa precisa de uma orientação mais sedimentada pelo tempo, o que exigiria um professor experiente. Mas quando os princípios são bem delineados, não é uma condição indispensável ter experiência. Basta ensinar o que foi previamente estabelecido, sem se desviar disso. É por isso que estou há mais de sete anos nesse blog tendo a ousadia de ensinar, e beneficiando várias pessoas com isso, enquanto alguns astrólogos se fecham em copas e se vangloriam da sua experiência.

2 Comments»

  Americo Ayala Jr. wrote @

Olá Rodolfo,
Compartilho. Astrologia não é arte, não é ciência, tal como sociologia, psicologia e economia tambem não são; um saber (uma disciplina) tal como consta do Aurélio, é uma explicação muito esclarecedora. Estamos conceitualmente juntos. Avanti, amigo.

  Rodolfo Veronese wrote @

Grande Americo, bom ter você por aqui. Avanti no eterno estudo desse SABER!


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