Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

técnicas preditivas condicionais

Acho que uma das coisas mais interessantes da Astrologia indiana são as técnicas que dependem de certas condições para que sejam aplicadas no mapa em questão. Se o seu mapa não tiver os critérios determinados, simplesmente elas não se aplicam. Só que os critérios não são tão rigorosos e certamente pelo menos uma ou duas técnicas condicionais podem ser usadas, a depender do mapa analisado.


As técnicas condicionais servem para complementar as informações obtidas pelas técnicas que são usadas para todos os mapas.

As principais técnicas usadas em todos os mapas são o Vimshottari Dasha, Narayana Dasha e Yogini Dasha, dentre outras. Todas as pessoas podem ter seus mapas analisados por essas técnicas, porém, se o mapa da pessoa preencher um ou mais critérios, além dessas técnicas a pessoa pode contar com o uso dos Dashas condicionais.

Por exemplo: no meu mapa, duas técnicas condicionais podem ser usadas (tenho usado o zodíaco tropical mesmo para astrologia indiana):
Para sabermos quais técnicas devemos usar, é necessário o sistema de signos inteiros, no qual um signo inteiro será uma casa. Assim, o Ascendente será todo o signo de Áries porque a cúspide da 1 cai nesse signo. As outras casas serão signos contados a partir de Áries e não dependem de cúspides.
No meu mapa, dois dashas condicionais podem ser usados: Dwisaptisama Dasha e Shastisama Dasha. Abaixo, vocês podem ver os critérios de aplicabilidade:
  • Shastisama Dasha: O Sol deve estar no Signo Ascendente. Tenho o Sol e Ascendente em Áries.
  • Dwisaptisama Dasha: O critério é ter o Regente do Ascendente no sétimo signo ou o regente do sétimo signo no Ascendente. No meu caso, o Regente do Ascendente é marte e ele se encontra no sétimo signo a partir do Ascendente, Libra.
Documentados por Parashara em uma das versões aceitas do Brihat Parashara Hora Sastra, existem 9 Dashas condicionais. No meu mapa, apenas dois se aplicam, embora isso seja mais que suficiente em termos de volume de trabalho para se prever alguma coisa…
O limite do Astrólogo é o tempo que ele tem de trabalhar sobre um mapa. A menos que você tenha dedicação exclusiva a um cliente (coisa que não existe desde as monarquias medievais…), não usará todas as técnicas preditivas possíveis, apenas as que você tem mais confiança e experiência.
E a maneira de se interpretar essas técnicas é exatamente igual ao modo de se interpretar o Vimshottari Dasha: o planeta que rege o período terá seus assuntos ativados pelas casas que rege em qualquer um dos mapas do indivíduo, sejam eles os mapas divisionais ou o mapa natal. O regente do subperíodo será o realizador do regente do período e deve ter suas casas contadas a partir da Casa onde está o regente do período.
Por exemplo: usando Shastisama Dasha, o meu casamento se deu na entrada do Dasha de Vênus. Isto mesmo: no subperíodo de Vênus dentro do período principal de Vênus, que pode ser abreviado como Vênus/Vênus. Vênus é significadora essencial (karaka) de casamento em qualquer mapa e no meu caso indicou o matrimônio com clareza e proximidade de datas. O início do dasha de Vênus ocorreu em 4 de abril de 2009 e o meu casamento aconteceu em 11 de abril!
Podemos ver a mesma coisa pelo Vimshottari Dasha, que pode ser usado em qualquer mapa. No meu caso, no dasha Lua/Marte o Casamento ocorreu, sendo a Lua regente da Casa 11 (ganhos e aquisições) da Navamsa (minha Navamsa – o mapa de Casamento – tem Ascendente Virgem usando o zodíaco tropical), enquanto marte era regente da Casa 11 a partir da Lua. Soma-se a isso que Marte é dispositor de Vênus.
A Casa 11 indica os ganhos do mapa e, assim sendo, a 11 na Navamsa representa ganho de casamento. Marte está exaltado e com isso havia a promessa de casamento dentro do seu período, pois o planeta regente do subperíodo precisa ser forte para promover os significados do regente do período, sendo que as casas deles devem ser contadas não somente a partir do Ascendente, mas também a partir do planeta regente principal. Esse é o principal segredo da interpretação de qualquer Dasha.
Se podemos ver o casamento no Vimshottari Dasha, para que usarmos outra técnica? A resposta é simples: confirmação. O período Lua/Marte mostrava uma chance de casamento. Diante dessa dúvida, analisamos os dashas condicionais para buscarmos confirmação. À época prévia ao casamento, a certeza do evento acontecer seria maior caso se usasse, somado ao Vimshottari Dasha, o Shastisama Dasha.
Depois de um certo tempo, você perceberá que uma técnica preditiva apenas é incapaz de revelar todos os eventos da vida de uma pessoa.

A vida da pessoa é como se fosse uma trilha de fios. Às vezes, pode ser apenas um fio, mas geralmente podem ser dois ou mais correndo em paralelo: por exemplo: Ao mesmo tempo em que uma pessoa cursa uma faculdade, ela pode se casar e seu pai pode falecer. Delinear todos esses eventos tendo como base apenas uma técnica requer um nível de conhecimento astrológico e evolução espiritual que está além do alcance da maioria dos mortais.
Se usarmos apenas uma técnica, não saberemos tudo que se passa, pois geralmente uma técnica preditiva nos revela apenas um desses fios.

Usando os dashas condicionais, além de poder confirmar o que vemos nas técnicas gerais, há a oportunidade de descobrirmos outros fios da vida de uma pessoa.

Não serão todos, é claro, pois a onisciência é um atributo divino.

No comments yet»

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: