Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

O estranho fenômeno dos eventos repetidos

Eu venho percebendo isso há algum tempo, e tenho achado consistente, por mais que seja um pouco absurdo até para mim.
Eu trabalho num consultório de um sindicato, no Centro do Rio. O número de atendimentos não é grande, comparado aos outros locais onde já trabalhei. Eu atendo dois ou três pacientes em média, por dia (porque o centro médico é relativamente novo e necessita de divulgação). Eventualmente, dois ou três pacientes são atendidos em menos de uma hora, e é nessas circunstâncias que eu noto uma coisa que é estranha e repetitiva demais para ser coincidência.
Hoje atendi um paciente que tinha o diagnóstico de hérnia inguinal, confirmado pelo exame físico e pela Ultrassonografia. Meu papel era só solicitar o conjunto de exames que é chamado de ‘risco cirúrgico’, ou seja, aqueles exames que o paciente precisa fazer para saber se tem condições de se submeter à cirurgia. Foi um atendimento rápido, e em seguida eu chamei o próximo.
O próximo paciente que atendi precisava de um encaminhamento para um cardiologista, porque ele precisava de um laudo médico de um Eletrocardiograma. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que esse paciente iria operar… uma hérnia inguinal também.
Os dois pacientes não se conhecem e não combinaram para estar ali na mesma hora. Hérnia inguinal, sarcasticamente falando, não é uma doença sazonal. Se fossem duas pessoas com resfriado comum, eu não teria essa suposição.
O fato é que repetições como essa vem… se repetindo. Muitas delas são sutis, mas o conhecimento da Astrologia acabou por me deixar atento aos detalhes. E não, elas não se restringem ao meu consultório – embora isso seja uma maneira de perceber de um modo mais notável as coincidências. Talvez elas sempre acontecessem na minha vida mas, como eu nunca tinha estudado astrologia antes, não as percebia ou as achava coincidências.
O conhecimento da Astrologia acaba por me fazer sentir como se estivesse vivendo num mundo como o do filme ‘Matrix’, como se atrás dessas coincidências houvesse um mecanismo astrológico óbvio explicando as repetições.
Existe uma vertente da Astrologia com a qual a maioria dos astrólogos não se preocupa muito, que eu chamaria de ‘microastrologia’, isto é, a astrologia dos pequenos ciclos. Falo de dias, horas e minutos, ao invés de meses e anos.
Se já é difícil prever eventos com uma margem de erro de um mês, quiçá prever o dia, a hora e o minuto! Isso se torna um luxo, algo desnecessário, mas talvez estejamos perdendo um excelente filão para vermos o poder dessa ferramenta e adotarmos uma atitude de reverência com a Força Criativa e Ordenadora que está por trás de tudo (eu a chamo de Deus).
Uma coincidência que ocorre muito comigo consiste em duas pessoas que não estejam na mesma conversa falarem a mesma palavra ao mesmo tempo. Estava andando com minha mulher na calçada e falei a palavra “França”, que fez eco com outra pessoa que estava perto de nós e disse a mesma coisa. Estava em Ipanema dando carona a dois amigos, falei a palavra ‘Ipanema’ e Raul Seixas, na rádio MPB FM, cantou ‘Ipanema’ na música Ouro de Tolo.
Tudo isso é a tal ‘sincronicidade’ a qual Jung cansou de se referir… Não estou querendo reinventar a roda, apenas tentar entender as engrenagens da ‘Matrix’.
Para explicar de acordo com a Astrologia essas pequenas coincidências, é preciso usar de outros métodos, como a numerologia indiana (katapayadi). A divisão que ascender possui um valor numérico (bem simples: áries é igual a 1 e vai até Peixes, que ganha valor 12) que deve ser correlacionada com os fonemas falados no ambiente. Abaixo eu apresento um exemplo de katapayadi:
JacaJa (valor 8) + Ka (valor 1) = 81, que invertido dá 18.
18 /12 = 1, com resto 6.
6 = Virgem.
Ou seja, a palavra ‘jaca’ é representada pelo Signo de Virgem. Pela minha especulação, toda vez que jaca for falada – ou for o ‘tema’ da conversa, alguma subdivisão de Virgem do zodíaco ascenderá. Talvez a mesma coisa possa acontecer quando mercúrio ascender, pois ele rege Virgem.

Isso é apenas uma especulação do que pode ser realmente. Futuramente eu publicarei um artigo sobre a numerologia indiana e sua correlação com a Astrologia (que, ao contrário do ocidente, são muito integradas).
Dentro do contexto da microastrologia, vou sugerir o que deveríamos estudar para correlacionar com os eventos que acontecem ao nosso redor. Eu tentaria os dois zodíacos – o sideral e o tropical – para ver qual deles se ajusta mais adequadamente (faz parte das incertezas da nova fase da minha vida, estudando astrologia medieval e indiana…). Os pontos que eu procuraria observar são os seguintes:
  • As horas planetárias: essas horas são usadas para escolher o momento ideal para iniciar projetos, mas e se elas também indicassem eventos? Felizmente, elas não mudam: independente do zodíaco empregado, o amanhecer de domingo sempre será a hora do Sol. O Solar Fire e o Jagannatha Hora (este gratuito) informa sobre as horas planetárias, mas cuidado: na astrologia indiana, ‘hora’ se refere a um tipo de mapa e também a um Ascendente especial (Hora Lagna), que permanece uma ‘hora’ em cada signo (o Ascendente comum fica duas horas em cada signo).
  • O Ascendente nas várias subdivisões do zodíaco: O Ascendente muda a cada duas horas por dia, para que em 14 horas a Terra gire em relação a 12 signos. Em 2 horas, pode acontecer muita coisa. As coincidências que acontecem comigo duram menos de quinze minutos. Algumas delas duram segundos (como no exemplo que eu dei, da palavra “Ipanema” sendo pronunciada por mim e pela voz de Raul Seixas). Por isso, o Ascendente isoladamente não basta para representar esses pequenos eventos. É necessário dividir um signo em porções mais pequenas, diferenciando os eventos que acontecem dentro de um Ascendente. Por exemplo, um signo pode ser divido em 150 porções pelas quais o Ascendente passa meio minuto em cada uma. Essa divisão é chamada pelos indianos de Nadiamsa e ela pode ser usada para explicar coincidências que duram menos de meio minuto.
  • Lua percorrendo as várias subdivisões: da mesma forma que o Ascendente, a Lua também pode explicar essa coincidência, uma vez que ela é a ‘geradora de todas as coisas’. A Lua recebe as influências de todos os seis planetas acima dela e as passa ao mundo sublunar, moldando a matéria corruptível (as coisas, os seres, nós…). De qualquer forma, o movimento lunar é mais lento que o Ascendente e ele deve ser usado para reforçar o que o Ascendente diz. Da mesma forma, devemos usar as subdivisões dos signos (como a nadiamsa) para estreitar ainda mais os efeitos.
Os pontos acima poderiam ser usados tanto no mapa natal quanto num mapa transitório. Meu preceito consiste em usar o mapa natal se o evento for muito particular. Em casos de eventos conjuntos, eu usaria o mapa do momento.
Com certeza, deve haver algum astrólogo que estuda isso. O mais próximo que eu consegui foi com a Astrologia Uraniana, que usa planetas ainda não descobertos (ou fictícios…). Essa astrologia usa de várias combinações de planetas para representar eventos que representam o momento em questão.

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