Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

coisas que voce não espera (porque não aprendeu)

Recentemente tenho estudado alguns princípios básicos pela terceira ou quarta vez; é pela experiencia de terceiros que vemos algumas coisas funcionarem na prática, daí retomamos textos onde não tínhamos percebido detalhes anteriormente.

Eu sou um grande admirador de Steven Birchfield, já comentado por essas bandas. Um astrólogo norte-americano, radicado na Noruega, que como Yuzuru diz tem um conhecimento enciclopédico além de uma “biblioteca de Alexandria” quando o assunto é Astrologia. Até hoje luto para saber onde ele conseguiu comprar alguns livros… Steven vai além do mercado editorial astrológico para pesquisar traduções medievais em universidades pelo mundo, sem problemas para ler, porque ele sabe várias línguas européias…

Por ter um vasto conhecimento, Steven consegue perceber as discrepâncias e semelhanças entre vários textos medievais e clássicos. Além do mais, sua clientela proporciona a oportunidade de aplicar conceitos que ele adquire em suas leituras – definitivamente, ele não é um homem de divagações teóricas…

Uma de suas conclusões mais interessantes é o questionamento dessa cisão que há entre Astrologia Horária e Natal; é nítido que o exercício da Astrologia Natal tem uma visão menos dinâmica do mapa do que aquela encontrada na interpretação de horárias; e o pior: essa “falha” é generalizada.

Porque temos de interpretar um mapa natal de um modo diferente de uma horária? Se os mesmos princípios deveriam ser aplicados em ambos os mapas, por que na prática não se vê o mesmo domínio da teoria dos aspectos no mapa natal? Conceitos como “transferência de luz”, “proibição” e “corte de luz” são de rara interpretação mas eles influem – e muito – no desfecho de uma questão, seja ela natal ou horária!

Talvez essas coisas mereçam desmistificação. Talvez a teoria dos aspectos mereça um detalhamento que propicie ao estudante a capacidade de aplicar os conceitos ao invés de tão somente armazená-los no escaninho cerebral como mais uma informação inútil. Aí vai um sumário da teoria dos aspectos.

Aspectos para idiotas.

Quando um planeta “A” vai em direção a um planeta “B”, sendo que “A” é mais rápido que “B” e ambos estão em signos que se aspectam, então aí há um aspecto aplicativo.

Além disso: quando “A” completar o aspecto com “B”, dizemos que “A” compromete sua disposição a “B”. Em outras palavras: “A” pede para resolver os assuntos que ele representa!

Se “A” rege a Casa X, ele tem a ver com carreira. Quando “A” se aplica a “B” e o aspecto é completado, “B” automaticamente se tornará responsável pela carreira. As coisas que “B” representa terão grande relação com o que o nativo faz profissionalmente.

Ex.: Venus em 4 de Touro regendo a Casa X; Saturno em 5 de Capricórnio regendo a Casa 1 e 2. Venus completará o aspecto em 5 de Touro, comprometendo sua disposição a Saturno, que será o responsável pelos assuntos que Venus antes representava. Saturno terá grande importância em descrever a profissão da pessoa. Regendo a Casa 1 e 2, ela terá relação com recursos e com o corpo da pessoa.

Nos próximos posts eu complico mais um pouco a teoria dos aspectos.

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