Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Problemas com Casas Derivadas – Parte 1

Em 1993, meu irmão ficou doente e em seguida teve um grande prejuízo psicológico em decorrência da internação. Ele tinha oito anos de idade. Cito meu irmão para procurar esse evento importante no meu mapa, pois é disso que as casas derivadas falam: você vira e revira seu mapa para saber como é a vida de pessoas que tem uma relação contigo.

É um problema estudar as casas derivadas, porque o estudo das casas sem derivação pode funcionar também e isso se enquadra numa das inúmeras contradições metodológicas das quais a astrologia dispõe para te sacanear. Qual é a pista? Qual é o fio da meada? Vamos citar exemplos que justificam a minha afirmativa inicial.

Não existe uma maneira única de derivar, o que deixa o procedimento irritante. Cita-se dois modos na literatura: aquele referido por Ptolomeu e outro, muito mais simples e que se origina do estudo da astrologia horária. Por motivo de sistematização didática, iniciemos por Ptolomeu neste post.

Método Ptolomaico de derivação
Em cada capítulo do Tetrabiblos que visa analisar a vida de pessoas ligadas ao nativo no mapa do mesmo, como seu pai, sua mãe e seus irmãos, Ptolomeu cita essa técnica. O texto de do autor de Alexandria é cercado de interpretações dúbias, e aqui não é diferente. Ele nos exorta a procurar no mapa o significador (planeta) da pessoa procurada, considerando-o como um Horoskopos (ascendente) e lendo o mapa para saber a qualidade de vida desse ser. A idéia é muito simples, mas para chegar até esse tal significador, você vai ter que rebolar.

Como escolhemos o significador Ptolomaico? Há algumas pistas que podem ser úteis. Não é comum no Tetrabiblos encontrarmos leituras de mapas baseados no regente da casa. Cada assunto tem uma maneira de ser analisado, e geralmente Ptolomeu usa o mapa todo para cada assunto, não uma única casa. Por exemplo, ao analise aar se o nativo terá irmãos ou não, ele pede para que procuremos a presença de benéficos nas casas X e XI, OU bons aspectos dos mesmos a lua ou vênus. A primeira pergunta que um astrólogo moderno faz é: que raios tem a ver a casa X e XI com filhos? Perceba que ele usa aqui duas casas apenas, mas em outras técnicas, o mapa todo é inquirido.

Pois bem, quando você encontrar o “planeta que aspecta a lua ou vênus ou se encontra nas casas X ou XI”, você saberá com certeza que o nativo tem irmãos. Continuando a leitura do tópico dos irmãos, após algumas análises sobre a proeminência social deles, Ptolomeu (para manter a tradição), pede para que transformemos o significador que representa irmãos como um ascendente. Sendo bastante simples, é bem provável que Ptolomeu esteja se referindo ao benéfico que encontrei aspectando lua ou vênus ou na casa X ou XI, e não o regente da casa 3! Vamos aplicar essa técnica no meu mapa natal.

Meu mapa é diurno, então tenho de procurar vênus para ver se algum benéfico o aspecta ou se encontra na segunda casa a partir dela (outro modo que não me referi anteriormente mas que é válido). além de Vênus, consulto da mesma forma as casas X e XI para encontrar benéficos ali ou aspectando a cúspide dessas casas. Eu tenho Vênus em aquário na XI, significando um irmão. Da mesma forma, tenho mercúrio em peixes, no segundo signo a partir de Vênus, significadora de mãe em mapas diurnos. Como Peixes é um signo fértil, isso fala de dois irmãos. Juntando esses dois planetas, temos o testemunho de três irmãos, porém Saturno está angular e faz quadratura com a casa X. De acordo com Ptolomeu, isso indica que não restou nenhum irmão vivo antes do meu nascimento. De fato, foi isto o que aconteceu.

Pois bem, como significadores de irmãos eu teria Vênus e mercúrio. Segundo o Tetrabiblos, portanto, devemos transformar esses planetas como ascendentes da minha carta. Como tenho dois irmãos mortos, é muito provável que ambos sejam representados por mercúrio em peixes, planeta que está em mal estado no mapa em signo duplo. Os dois morreram seguidamente, de formas muito sofridas para meus pais. Frente a isso, creio a priori que não será necessário ler mercúrio. Passemos a Vênus.

Vênus se encontra praticamente na cúspide da casa 11, logo esta seria convertida em ascendente do irmão. Isso nada mais é do que o tema do tópico, a derivação de casas. Para testar isso, penso na vida do meu irmão, com suas maiores dificuldades e facilidades. Tento ver se há uma relação clara entre maléficos e as casas derivadas. Felizmente, (ou não), creio que sim. Meu irmão apresentou atraso na sua formação de ensino superior, que poderia ser indicada pela presença dos maléficos na casa nove do mapa derivado. Trata-se de um evento recente e importante, que foi claramente mostrado pelo mapa. Resta-nos saber de outras áreas, mas aqui ficam os alicerces para que você tente fazer isso em casa.

Recapitulando: Através de técnicas específicas para cada assunto da vida, você precisa descobrir qual é o significador do ente querido que deseja investigar. Uma vez com ele, converta esse planeta no ascendente do seu mapa. Em seguida, interprete-o como sempre, mas todo seu mapa há de se referir a vida dessa pessoa, não a sua!

No próximo post, a derivação horária, bem mais simples que a de Ptolomeu.

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