Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

as preferências musicais de plantaleão

Adoro rock progressivo e psicodélico.

Importante diferenciá-los, porque o psicodélico antecede o progressivo, pra quem não sabe. (Vou fingir que ninguém sabe de nada, e assim darei meu ponto de vista…)

Tecnicamente falando, o progressivo possui músicas de longa duração (mais de dez minutos), com submúsicas incluídas dentro dessa música enorme, tal qual os andamentos de uma sinfonia. As “submúsicas” geralmente tem pouca relação. Aí que está: poderiam ser encaradas separadamente, se não fossem tocadas em conjunto. Essa é a impressão que tenho. Ainda assim, nota-se um senso de conjunto. Esses andamentos do rock, ao invés de se chamarem allegro e andantino, recebem nomes estranhos, como funky dung (esterco funk) e mother fore (focinho da mãe), a depender da imaginação da banda.

O psicodélico envolve sons variados, bizarros, combinações contrastantes obtidas de instrumentos como apitos e chocalhos (Bike), bem como o arranjo desorganizado das composições; os tons reunidos sem relação uns com os outros, às vezes um tom dissonante sucedendo um anterior, parecendo uma cadeia associada por alguém que teve uma brainstorm enquanto se entorpecia (Interestellar Overdrive). Mesmo as partes não dissonantes possuem um quê de transcendência. A idéia musical é de ultrapassar limites deprimentes e quotidianos, levando-nos a um estado de êxtase acachapante, para logo em seguida, sentirmos saudade desse êxtase (Flamming) . O amor é inalcançável como em Álvares de Azevedo, mas aqui dotado de um colorido alcalóide que transcende a melancolia (See-saw, Summer’ 68).

É claro que os dois se interpenetram, vide Pink Floyd (recomendo Atom Heart Mother). Depois o progressivo vai deixando de ser psicodélico para ser eletrônico (muito teclado), rememorando peças de Bach. Recomendo a ausculta crítica de “Emerson, Lake & Palmer” (especialmente Tarkus). Essa última usa teclados que lembram os sons usados por músicos de empresas de videogame na trilha sonora de seus jogos. Para quem conhece ELP anteriormente a isso, não tem problema, mas pra quem conheceu primeiro o Nintendo, soa ridículo.

As músicas entre parênteses partencem à banda que mais admiro, Pink Floyd, com exceção de Tarkus.

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