Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Resultado do Teste Dimock

O resultado do teste não foi nada bom para mim, rs… Meus parabéns ao Ricardo, que acertou usando progressões secundárias.

Minha aposta foi que a mulher o tinha deixado, mas na verdade ele sofreu uma cirurgia. A profecção tinha chegado a casa sete do mapa natal, portanto pensei que fosse algo do gênero. Isso somado a outros testemunhos.

Faltou olhar as progressões e as direções.

Da próxima vez, eu acerto, rs…

Porque o tio Rodolfo errou?
Com as técnicas que uso, eu poderia ter acertado. Juro que isso não é conversa pra boi dormir. Esse teste mostrou a importância do regente do ascendente da revolução solar. Vejamos o por quê.
Com o ascendente em Peixes, há um retorno, e Júpiter rege o seu ascendente nesse ano. Anos em que o ascendente volta a si podem de fato gerar problemas de saúde (porque a casa um é o corpo físico), se o regente do ascendente nesse ano estiver numa casa determinada a saúde. Ele está sim, e debilitado – Jupiter em Virgo, na casa seis.
Eu poderia ter omitido tudo – Firdaria, profecções, etc- mas focalizaria com exatidão a grande tendência do ano pelo regente do ascendente da Revolução Solar. É claro que o ano do homem não se resume a uma cirurgia, mas o grande problema é que Dimock não relata mais fatos além desse.
Conclusão – Da próxima vez, a melhor coisa é ver o regente do Ascendente da Revolução primeiro. As direções primárias podem também ter algum favorecimento na questão. Isso sem contar as progressões secundárias.

Como analisar um planeta?

People say medieval astrology is difficult. They are right, but there are two kinds of analisys:

  • Geral
  • Specific.

The specific one is really harsh. We must see the entire chart searching for a planet that represents an issue. That one will tell us very important things. For instance, money: the financial significator is capable of telling us how much the person will earn, the means of aquisition, the social standing of them (licit or not), etc. The general analisys is very simple, no need to do anything said above. No complicated Almuten calculations, no need to  seek for the “term ruler of the ascendant”… We look to the planet, see the houses it rules, the aspects it makes and build an delineation. Of course, this analisys don’t enable us to define some important things, like the status of the native, how much he will earn (how much will be the greater amount of money he will earn in his entire life).  I would resume that the general analisys is more qualitative than quantitative. 

For instance, the qualitative analisys dont enable us to know the native is poor ou rich, but it can shows struggles involving money.  If I give to you two charts to analyse qualitatively, you can perceive that one of them shows financial problems related to health matters, while the other chart does not have much expenses indications, but you will no have the minimal  capacity to see whether both are rich or not! It may happen the person with that chart indicating health problems could be an millionaire! While the other lives calmly with a low salary, the rich one has expend too much money hiring a famous chinese surgeon to his son!  The quantity of money each one has must be seen with the quantitative analysis.

If I would make an astrology course, I would priorize the qualitative analisys, because it is the easier and the new students wouldnt be frustrated. People want to get out of the class and delineate a chart, not always this is possible in the beginning of the studies, but you can achieve some good delineation with that type of technic. One may interpret the chart faster than the traditional medieval analisys, because in this tipe you must calculate significators to everything. On general, it is a damm tedious work, but always productive, I admit. 

The qualitative analisys was developed by the french astrologer Morin of Villefranche, autor of Astrologia Gallica.

você fala complicado demais!

Tenho recebido (com razão!) comentários sobre a dificuldade em entender os meus posts. Eles trazem um linguajar técnico muito específico, então prometo aos meus leitores que vou maneirar daqui em diante.

Com base nessa proposta, penso em escrever um texto e distribuí-lo gratuitamente na internet, em PDF, como o meu estudo de caso número 1, ensinando os princípios básicos da astrologia medieval. Muita coisa que é produzida hoje em astrologia se baseia em bibliografia que pode ser encomendada em sites pela internet, mas somente a experiência pode ajudar a sintetizar e escolher quais são as melhores informações que você recebe. O PDF seria criado com essa proposta: facilitar a síntese de julgamento.

Sobre as minhas fontes bibliográficas.

O leitor que se interessa por esse ramo da astrologia perceberá alguns comportamentos recorrentes com alguns autores contemporâneos, como priorizar um livro em detrimento de outro, sendo este geralmente mais novo do que o anterior. A máxima “quanto mais velho melhor” cabe na astrologia medieval como uma luva. Enquanto o autor do blog não pode recorrer aos melhores livros, ele vai para outros cujo conteúdo é considerado duvidoso por muitos estudiosos do ramo. Apesar dessa incerteza, parto para esses estudos com o coração aberto a descobrir não o que é tradicional, mas sim o que a prática atesta.
Frente a isso, os livros que mais uso no momento são:
  • Three books on the Judgements of Nativities, de Johannes Schoener;
  • The Judgement of the Nativities, de Abu Ali Al Khayyatt.

Estudo de Caso número 1

Essa é uma iniciativa minha. Os estudos de casos são mapas e histórias de eventos, coletadas por mim, que revelam como são aplicadas as técnicas preditivas de astrologia medieval.

Os arquivos são em PDF. O primeiro caso é o de uma senhora com problemas de saúde. Através da profecção, dos trânsitos e das direções primárias, mostrei as épocas mais perigosas para ela.

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Teste Dimock


Yuzuru me deu a sugestão; eu a aceitei, e agora estou ansioso. Não posso escrever agora, são quase duas da manhã e preciso acordar cedo para visitar meus queridos doentes. Fica postado o mapa de um carioca, novo objeto de estudo do famigerado teste Dimock.

Pra quem não sabe, esse teste dá cinco alternativas para você adivinhar o que aconteceu com a pessoa através do seu mapa. Em matéria de múltipla escolha, a vida tem me presenteado as provas de residência médica… Será que me darei bem ne las? Enquanto isso não ocorre, posto as alternativas pra vocês tentarem aí de casa o que aconteceu com este senhor carioca.

Um evento importante aconteceu na vida desse homem, no Rio de Janeiro em 6 de Novembro de 2003. Assinale a alternativa correta:

  1. Ele perdeu seu trabalho.
  2. Sua casa pegou fogo.
  3. Sofreu uma cirugia.
  4. Sua parceira o deixou.
  5. Foi preso por tráfico de cocaína.

Esse é o mapa de um homem que sofreu um evento no dia 6 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro. Não gostaria de colocar aqui as alternativas do teste. Mais divertido é descobrir sozinho, sem se lembrar delas.

Em 2003 esse homem completou 66 anos (2003 – 1937 = 66) , chegando com o ascendente projetado à casa sete do seu mapa. Logo no primeiro mês após o seu aniversário, portanto, aconteceu algo com ele, o que nos leva a suspeitar do arranjo planetário em profecção mensal para o primeiro mês do aniversário. Precisamos levantar uma série de testemunhos que confirmem ou não essa hipótese. A primeira coisa são os planetas que se encontram na casa 7:

  • Vênus – Em mal estado, rege a casa 3 e 8, e portanto maléfica acidentalmente;
  • Mercúrio – Sob os raios do sol, regente da casa 7 (inimigos declarados e parcerias) e 4 (fim da vida, imóveis e propriedades). Recebe uma quadratura de marte, posicionado na casa dez e regente da casa 2 (posses) e 9 (religião e viagens)
  • Sol, Regente da casa seis (doença e trabalho). Igualmente recebe uma quadratura de Marte na casa 10, já mencionado.

Comecemos pelas partes Árabes que se encontram no primeiro signo do ano pessoal dele: 26 de Virgem a 26 de libra contém partes árabes que podem ser importantes no ano em questão. São elas:

  • Parte da Morte da Mãe – em 28 de virgem.
  • Parte do casamento (coniugi virorum secundum Hermetem) – em 28 de Virgem.
  • Pars Foeneratorum (ligada a posse de objetos d e valor) – em 08 de Libra.

O testemunho mais importante deveria ser aquele gerado pelo regente do ano, que é mercúrio, mas ele se encontra em aversão ao signo da cúspide da casa 7, virgem (libra e virgem não se aspectam). Desse modo, mercúrio perde a autoridade sobre a casa sete durante o ano. Nesses casos, o planeta presente na casa em questão ganha autoridade e é o regente do ano. Como falamos de vênus, regente da casa 8 e 3, o ano promete problemas para o corpo físico (ascendente) envolvendo os seguintes assuntos: morte/angústia (casa 8), estradas e veículos, vizinhos e parentes, comunicação (casa 3), inimigos secretos e parcerias (casa 7). Mais importante ainda é perceber que Vênus é Almuten do Ascendente, reforçando a sua ligação com a casa 1. Talvez o nativo tenha sido deixado pela sua mulher.

Firdaria em questão – A Firdaria do período é Marte – Mercúrio. Os seguintes assuntos são enfatizados no período em questão:

  • Casamento e inimigos;
  • Carreira;
  • Viagens e espiritualidade;
  • Posses;

Outros dados importantes podem ser dados pela Revolução Solar, e pela comparação do regente do ano nos dois mapas.

Há um Retorno de Ascendentes na Revolução, o que torna esse ano especial. O regente do Ascendente da Revolução é Júpiter, que está na casa seis e rege a dez. Júpiter no mapa natal está na 10. Talvez uma questão pertinente a carreira.

E vênus? Onde ela se encontra? Em escorpião, detrimento, regendo as casas oito e três. Recebe um trígono de marte, posicionado na casa 12, regente das casas 2 e 9 e Almuten da 11.

As coisas que Vênus significa no mapa natal geram angústia ao nativo, pela sua posição em detrimento na casa oito. Sou levado a crer que o nativo terá um ano difícil para casamento: Letra d).

Revolução Solar e o mapa natal

No blog Griphon Astrology, a autora nos dá dicas de como interpretar os planetas da revolução solar. Para ela, os planetas não perdem a sua determinação natal. Por exemplo: Se marte no meu mapa natal rege a casa um e oito, ele sempre terá essa determinação, mesmo na revolução solar. Assim, percebemos para onde a carreira se direcionará olhando a posição do regente natal da casa dez na revolução solar. Se o regente da casa dez do mapa natal estiver esse ano na casa quatro, problemas domésticos podem afetar o emprego, ou os negócios podem se voltar para a compra e venda de imóveis.
Robert Zoller, em seu curso, dá uma série de procedimentos para sistematizar a interpretação da Revolução, porém o mais importante é comparar as profecções do ano em questão com a leitura da Revolução solar. Se a casa dez projetada para o ano em questão é regida por um planeta em mal estado cósmico, a mesma casa na revolução deve ser analisada. Existem milhares de combinações, que variam desde uma casa 10 excelente, tanto na revolução quanto no mapa natal, até a demissão do emprego, com ambas em péssimo estado. Ao contrário de Nina, Robert lê também a Revolução separadamente, com suas regências. A análise do regente do Ascendente da revolução em ambos os mapas também se mostra reveladora. Pelo bem da sua sanidade mental, só não misture as duas técnicas!
Enfim, Revolução Solar é que nem Neston: existem mil e uma maneiras de interpretá-la. Não creio que seja melhor você sozinho descobrir a sua, como diria o comercial do farináceo da Nestlé. Faça um bom curso de astrologia medieval para ter noção, ou saia por aí comprando livros. Há uma boa tradição que deve ser seguida em prol da acurácia dos prognósticos.

combinando técnicas parte 2

Esse é mais um post sobre o assunto que não tem mais fim: como combinar as diversas técnicas preditivas da astrologia medieval?
Você pode ignorar várias coisas, mas anualmente é fundamental ver o estado cósmico de dois planetas: o regente do ano na revolução solar e o regente do ano na profecção. Em que mapas eu vejo os dois? No mapa natal e na Revolução Solar, oras!
Vejamos o exemplo da minha revolução para 2006. O regente do ano da RS é Saturno. Ele se encontra na casa 6, em detrimento. Realmente, foi um ano de trabalho pesadíssimo, cuja causa foi problemas financeiros (sol em áries na casa dois). No mapa natal, Saturno está na casa sete e rege as casas dez e onze. Esse ano o trabalho intenso do nativo prejudicou (e muito) um relacionamento e sua vida social, redundando no seu fim. Dessa forma, chegamos a uma regra de ouro:
“Se o planeta analisado encontra problemas na revolução solar,
ele prejudica seus significados no mapa natal. “

O regente do ano da profecção é Marte, pois com 24 anos, todas as pessoas do mundo voltam com o ascendente projetado a casa 1. Ele se encontra na casa seis, indicando um ano cheio de trabalho semi-escravo. A condição de marte na revolução é até boa: na casa cinco, em gêmeos, e regendo as casas três e dez, dispondo de Júpiter e do Sol na casa dois. Marte está determinado a prazer e sexo, e a estudos. Esse ano houve grande expansão do seu hobby, que é escrever sobre astrologia. Soma-se a isso que a vida sexual foi intensificada. Sem comentários…

Nesse caso, o regente da Revolução apresentou um resultado mais concreto que o regente do ano da profecção na descrição do ano em questão. Foi facílimo para mim perceber que o trabalho intenso (saturno na casa seis) prejudicou minha vida amorosa. Eu conheci esta técnica meses depois do episódio, mas eu sempre dizia isso às pessoas que me perguntavam o porquê do namoro ter-se acabado. Isso mostra que a técnica tem substância, penetra no âmago da realidade do nativo.
Curiosamente, o regente do ano da Profecção indica coisas semelhantes ao regente da Revolução Solar. Marte está na seis, assim como Saturno da RS. Quando analisamos a condição de Marte na RS, porém, ela é bem diferente do mapa natal. Como combinar a casa 6 com a casa 5? Não houve nenhum fato durante o ano que confirmasse a combinação dos significados dessas casas. Todavia, o ano em questão apresentou uma grande expansão da vida sexual do nativo, além do seu hobby. Para quem não entendeu, podemos sintetizar mais uma regra:
“Nem sempre os significados natais do regente do ano da
profecção será combinado com seus significados na Revolução Solar. Apesar dessa
aparente contradição, o planeta da Revolução que é o regente do ano da Profecção
ganha destaque em seus significados, tanto na RS quanto no mapa natal.”
Mesmo não conseguindo combinar, como foi fácil na Rs, o planeta que rege o ano pela profecção tem seus significados ressaltados para o ano. Ele se expressa ao mesmo tempo que o regente do ano na Revolução Solar, e o efeito de um não anula o do outro. No mesmo ano, experimentei um fim de relacionamento, mas em seguida tive uma fase de galinhagem.
Comece a aplicar isso nos seus mapas. Qualquer dúvida, mande um comentário ou uma mensagem para o email rtveronese@gmail.com.

De visu novo

Descobri que posso modificar o padrão do Template. Finalmente consegui postar minha imagem criada para o título de um site que visava produzir. Agora só falta o blog permitir uploads. Quando isso acontecer, terei tudo que imaginava para um site de astrologia.

Penso em postar os meus estudos de astrologia num arquivo do Rapid Share, ou outros “Shares” da internet. Gostaria de receber sugestões e críticas, como a de Yuzuru. Espero que tenham gostado.

Eu, pelo menos, adorei a nova formatação, rs…

conferindo a natureza dos planetas em seu mapa

A melhor maneira de se estudar astrologia é correlacionar os eventos terrestres com o céu do momento em questão. Deixe de pensar no que poderia ter sido, para enxergar o que realmente foi. Essa constatação solidifica o modo correto de se interpretar.
Uma das grandes lições que tive em astrologia védica é perceber a importância das casas que um planeta rege. Por si só, isso é mais relevante do que a natureza planetária. Por exemplo, Júpiter pode reger a casa 12, mas se você pensar que ele sempre tem natureza benéfica, há de se decepcionar quando o contrário acontecer, já que a reg~encia sobre a casa 12 dá a ele uma natureza desintegradora. Na astrologia védica, júpiter seria maléfico por reger a casa 12, independentemente do seu estado cósmico. Na astrologia ocidental, Júpiter só seria elevado a condição de maléfico acidental se estivesse retrógrado, em queda ou detrimento, e regendo casas maléficas (6, 8 e 12, eventualmente a 7, de inimigos declarados). Perceba que a astrologia ocidental tradicional é mais rígida para transformar um benéfico em maléfico. Mesmo assim, nos chamam de pessimistas!
Talvez vocês queiram o meu mapa como exemplo, basta procurá-lo nos posts anteriores (por motivo de força maior, não o publicarei aqui). No ano de 2003, completei 21 anos, e a profecção chegou a casa dez do meu mapa. O evento prometido pelo regente do ano era adversidades em parcerias, já que a casa 10 é regida por Saturno, que se encontra em Libra na casa 7.
Contando-se os meses a partir da casa 10, o evento Saturnino poderia ter-se desencadeado em janeiro de 2004. Nesse período, porém, estava com uma nova namorada, no início de um relacionamento que durou um ano. A adversidade de Saturno não ocorreu, mas houve um evento durante o ano de 2003 muito difícil para mim, envolvendo relacionamentos, a partir de julho e até setembro. Não vou discutir por que a profecção não funcionou na data certa, isso é assunto para outro post. Vejamos os meses de acordo com a profecção do ascendente:
  1. 27 de Março 2003: Casa 10 – O nodo sul se encontra aqui, prometendo angústia e pesar durante o ano. A influência da primeira casa do ano se estende para todo o período até o próximo aniversário. No primeiro mês, contudo, não senti nada, embora estivesse mais magro e malhando. A natureza marcial do nodo sul talvez emagreça a pessoa, quando determinada a casa do corpo físico (ascendente) , mesmo por profecção.
  2. 27 de abril de 2003: Casa 11 – Conheço uma mulher e começo a namorar – Vênus está na cúspide da casa 11. As circunstâncias pelas quais eu a conheci se adequam exatamente na configuração representada por vênus de casa 11: fui jantar com um grupo de amigas. Não havia um homem sequer além de mim!
  3. 27 de maio de 2003: O namoro continua, sem maiores intercorrências. A profecção chega na casa 12, com mercúrio e Sol ali posicionados. Nenhuma lembrança significativa no período.
  4. 27 de junho de 2003: No fim desse período, namoro terminou subitamente. Os meses que se sucederam foram angustiantes para mim. Experimentei angústia até outubro, aproximadamente. Não me lembro ao certo qual foi o pior mês desse período. A lua em escorpião, significadora das emoções e do nativo por estar na casa 1, está em oposição a Júpiter natal, retrógrado e regente da casa 12, a casa do desespero. Soma-se a isso que a lua era regente do subperíodo da Firdaria, intensificando a ação lunar.

Perceba que júpiter está retrógrado, porém não se enquadra nos requisitos ocidentais para transformá-lo em maléfico. Não sei se a retrogradação aqui tem um caráter que debilite o grande benéfico a ponto de torná-lo maléfico. Será que o movimento direto tiraria a malícia jupiteriana? Há muito o que aprender, mas no momento presto muito mais atenção às casas que o planeta rege. Graças a astrologia védica, sou mais rígido com planetas que regem casas maléficas. Sua natureza pode ser realmente assustadora.

Experimente você também no seu mapa. Pegue eventos bons e ruins e correlacione com a profecção do período. Seu aprendizado astrológico dará um salto quântico. Estou aberto a dúvidas e sugestões pelo email rtveronese@gmail.com.

Mercúrio Retrógrado – Relato de Caso

Neste período em que observamos a retrogradação de Mercúrio em Peixes, correlaciono este dado com eventos da minha vida. Essa observação é importante para aprendemos a relevância dos trânsitos. Por mais que eles indiquem eventos corriqueiros, aprendemos muito sobre a capacidade do planeta transitante representar eventos conforme sua determinação local natal. Também observo seu papel em outros sistemas, como o zodíaco hindu, o que tem gerado impressionantes descobertas para um astrólogo ocidental como eu.
Desde o início da retrogradação experimentei uma viagem à terra natal de minha namorada que durou oito dias, em outro estado da região sudeste. Passei por cidades que nunca percorri antes. Pelo tempo de duração da viagem, parece que falamos da casa nove, mas fui a um local onde havia conhecidos meus e dela, misturando-se com significados de casa três, contudo a maioria se tratava de parentes dela, voltando para a casa nove (parentes da parceira). Conheci também a religião na qual se criara, o espiritismo, que seria ortodoxamente regida pela casa três (religião da parceira), porém como envolveu a minha experiência, seria também um fenômeno de casa nove (experiências espirituais). Fiquei distante do computador nesses dias, não escrevi quase nada, tampouco li. Diante de todas as considerações, qual casa você escolheria para representar esse momento? A 3 ou a 9? A casa nove é regida por Júpiter, a três, mercúrio.
Na astrologia védica, tenho ascendente peixes, e mercúrio rege as casas quatro e sete, se encontrando na 12. Dentre outras considerações que não cabem aqui, no trânsito sobre peixes, mercúrio volta a sua posição natal e retrograda, algo que representa uma intensificação das casas o planeta rege e a sua posição natal. Essa intensificação, portanto, tem de ser percebida pelas casas 4, 7 e 12.
A casa 4 para os hindus representa imóveis, educação e a figura materna, a sete, parcerias e moradia no exterior (não me perguntem o porquê…), e a 12, karma e “prazeres de cama”, o “velho e bom entra e sai”, como diriam os drugues no filme Laranja Mecânica…
Posso dizer a vocês, dentro da boa e velha discrição cabível na discussão de tabus, que o significado mais intenso vivido por mim no período foi a casa 12, em combinação com a sete… Me parece que a casa quatro não apresentou nenhuma importância, embora o nativo tenha trabalhado com sua mulher no carnaval numa clínica de psiquiatria e deu-se a conhecer a carreira da parceira (casa quatro é a décima da parceira).
Na astrologia ocidental, mercúrio não possui nenhuma relação com a casa sete, salvo por ser dispositado por Júpiter, que se encontra no descendente. Normalmente desprezo essa relação, mas agora vejo que ela pode ser muito útil para entendermos a razão de um trânsito. o dispositor de um planeta indica a causa da ação por ele representada. Todas as coisas geradas por mercúrio, portanto, encontraram razão de expressão neste júpiter de casa sete: a viagem, o trabalho no carnaval, o conhecimento de uma nova religião, foi tudo trazido pela parceira. A determinação local de Júpiter em trânsito também foi importante para entendermos todo o fenômeno, uma vez que ele se encontra na casa nove, reforçando significados de casa nove.
Quando começamos a buscar no mapa o que acontece lá fora, respeitando-se as regras, a astrologia per se começa a nos ensinar.
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