Astrosphera
Ancient astrological technics uncovered.Archive for Reflexões
o que faço com esse blog?
Olá amigos
Eu sou dono de dois blogs com o mesmo nome, porém em endereços diferentes. Um deles é este que vos fala; outro reside no tradicional blogger . Confesso que esse daqui está um pouco descuidado. Se você quer saber o que ando fazendo mais recentemente, vá para o link acima.
O blog do wordpress surgiu num momento em que eu me frustrava com a impossibilidade de fazer uploads no blogger. Aqui sempre foi permitido pequenos uploads em pdf e em outros formatos de documentos. Depois de um tempo, contudo, o blogger começou a permitir scripts em java. Rapidamente vi um site que criava uma caixa de downloads (o BOX) e transformava em script pra vc colocar onde quisesse no seu site ou blog. Hoje estou satisfeito com meu blog no blogger e praticamente abandonei esse aqui, porque as pessoas já podem fazer downloads lá também.
Eu pensei que esse blog desapareceria, mas não. Pior do que não desaparecer, o blog está atraindo pessoas que fazem comentários, mas eu como não acompanho isso aqui acabo por ignorá-los.
Peço desculpas aos leitores e prometo fazer alguma coisa com esse blog. Uma saída é tentar sincronizar os posts daqui com os de lá… Já fiz isso uma vez e deu certo. Assim você teria os mesmos conteúdos nos dois blogs.
Pra quê ter dois blogs com o mesmo conteúdo? Simples. A probabilidade de uma pessoa entrar sem saber num blog é grande; maior ainda em dois.
Como analisar um planeta?
People say medieval astrology is difficult. They are right, but there are two kinds of analisys:
- Geral
- Specific.
The specific one is really harsh. We must see the entire chart searching for a planet that represents an issue. That one will tell us very important things. For instance, money: the financial significator is capable of telling us how much the person will earn, the means of aquisition, the social standing of them (licit or not), etc. The general analisys is very simple, no need to do anything said above. No complicated Almuten calculations, no need to seek for the “term ruler of the ascendant”… We look to the planet, see the houses it rules, the aspects it makes and build an delineation. Of course, this analisys don’t enable us to define some important things, like the status of the native, how much he will earn (how much will be the greater amount of money he will earn in his entire life). I would resume that the general analisys is more qualitative than quantitative.
For instance, the qualitative analisys dont enable us to know the native is poor ou rich, but it can shows struggles involving money. If I give to you two charts to analyse qualitatively, you can perceive that one of them shows financial problems related to health matters, while the other chart does not have much expenses indications, but you will no have the minimal capacity to see whether both are rich or not! It may happen the person with that chart indicating health problems could be an millionaire! While the other lives calmly with a low salary, the rich one has expend too much money hiring a famous chinese surgeon to his son! The quantity of money each one has must be seen with the quantitative analysis.
If I would make an astrology course, I would priorize the qualitative analisys, because it is the easier and the new students wouldnt be frustrated. People want to get out of the class and delineate a chart, not always this is possible in the beginning of the studies, but you can achieve some good delineation with that type of technic. One may interpret the chart faster than the traditional medieval analisys, because in this tipe you must calculate significators to everything. On general, it is a damm tedious work, but always productive, I admit.
The qualitative analisys was developed by the french astrologer Morin of Villefranche, autor of Astrologia Gallica.
filosofia e astrologia
É comum atualmente associar-se uma filosofia a astrologia para justificá-la perante o raciocínio moderno. Mais comum é vê-la de mãos dadas ora com Jung, ora com Freud. Vocês mesmo perceberão que o autor do blog recorreu a Freud para explicar um ponto no mapa chamado Almuten Figuris, há alguns posts atrás.
Essa constante recorrência a conceitos modernos negligencia algo importante sobre a astrologia: o modo como os constituintes dessa ciência (planetas, signos, casas, números, elementos) estão dispostos traz em si uma filosofia e religiosidades inerentes. O conhecimento desses saberes antigos poderia nos ajudar a entender como deveríamos encarar a astrologia, antes de criarmos mais um raciocínio baseado num filósofo moderno. Uma vez sabendo o que cada elemento representa, saberíamos o que esperar do céu com maior exatidão. O que se faz hoje em dia é se desfazer da tradição interpretativa astrológica em prol de uma filosofia que levante o estandarte dos conceitos modernos (dentre eles o livre-arbítrio), porém mantém-se toda a estrutura anterior – planetas, casas e signos – quando na verdade se cria uma grande incoerência entre o discurso e a estrutura!
Então qual seria a filosofia e a religião por trás da astrologia? Essa resposta pode ser encontrada no hermetismo e no Egito!
A associação entre o Egito e a astrologia não é nova, mas as mais recentes traduções de livros antigos reavivaram essa associação. Vettius Valens é o registro mais antigo de uma prática astrológica grega. Em diversos trechos de sua Antologia, ele cita trechos do que seria um livro de astrologia, cujo autor seria um “Rei”. Não há explanação maior do que essa em seu tratado, mas, para alguns tradutores, esse Rei nada mais foi do que um Faraó!
Se você está interessado no que seria o “Hermetismo”, procure no site de Robert Zoller, postado no link ao lado. Seus artigos são baratos (cerca de dez reais), e vão lhe dar uma bons resultados de estudos da história da astrologia.
Rodolfo Veronese é um futuro médico que acha prescindível conhecer psicologia analítica e filosofias pós-modernas para se estudar astrologia.
como se aprende astrologia?
Não atualizo esse blog há um certo tempo. Estou numa fase de transição para um site. Pra ser franco, do site só criei a imagem inicial, rs…
Mas a astrologia… Que pergunta! Como praticá-la? Seria o autor do blog um guru que pratica meditação transcedental e já frequentou o caminho de Santiago para ler um mapa? Astrologia compete com a religião de alguém?
Todas as respostas são escolhas dentre um emaranhado de idéias. Não pretendo ser um dogmático de visões cristalizadas, mas também não sou alguém sem nenhuma resposta construída sobre o tema. Astrologia é um saber, e como todo requer estudo. Falo pelo menos da astrologia medieval: estuda-se, e muito. Nossa conduta é bastante similar a de um acadêmico: artigos, livros, novas traduções, congressos. E por quê?
Quando vemos o mapa, não entramos em um transe místico dependente de alucinógenos. Nossa análise é um julgamento, e como todo, precisamos de provas, testemunhos. Quanto maior o número de testemunhos, maior a nossa certeza com o terreno que estamos lidando. O conhecimento além da camada superficial dos livros de iniciantes nos permite julgar o que causa uma certa irritação nos iniciantes: por que posicionamentos “idênticos” geram resultados diferentes, e, em alguns casos, opostos? Alguém pode criar uma resposta filosoficamente correta para isso. Talvez cada um viva seu mapa de um modo particular, mas se isso fosse inteiramente verdade, não poderíamos prognosticar nada, então uma eventual filosofia “livre-arbitrarista” aqui não responde a questão.
Para sabermos o modo pelo qual um planeta se comporta é que estudamos, por que existem inúmeras maneiras de se analisar um planeta, que interferem no julgamento final.
Astrologia moderna versus astrologia medieval
Essas idéias entram em choque com muitos paradigmas modernos, e a estatística tem um papel importante nisso: para o homem moderno, não faz sentido um sinal representar somente apenas um tipo de evento para milhões de pessoas que nascem ao mesmo tempo. Esse argumento, embora contundente por apelar ao bom senso e ao livre arbítrio que afirmamos possuir, esbarra no desconhecimento da mecânica celeste. Uma pessoa que nasce em Bombaim terá um mapa diferente de um carioca nascido simultaneamente, pois as determinações locais dos astros nos dois mapas natais são diferentes. Mercúrios, martes e luas, apesar de se encontrarem nos mesmos signo e graus em ambos os mapas, estarão em casas diferentes, tornando quase impossível a analogia entre as duas vidas.
As idéias desenvolvidas contra a determinação absoluta dos corpos celestes são frutos da revolta contra uma produção astrológica que marcou grande parte do século vinte e dezenove, na qual se enfatizava apenas os aspectos entre dois planetas como determinantes de tabus, como a sexualidade. Reputava-se a aspectos como vênus em quadratura com Saturno a representação de tabus como homossexualismo. De imediato, percebe-se a impossibilidade dessa proposta, pois ela consiste num julgamento demasiadamente simplificado, que gerou erros recorrentes de interpretação por toda uma era, além de constrangimento dos portadores do aspecto! A depender das casas ns quais vênus e saturno se posicionam, conflitos mundanos sem relação alguma com sexualidade podem se desenvolver na vida do nativo. A revolta dos astrólogos modernos é claramente compreensível, se entendermos quantas pessoas foram injustiçadas nesse século com um julgamento infeliz dos aspectos natais, fomentado pela “astrologia científica”.
