Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Archive for Interpretação

Solar Revolutions combined with profections: case-study

Download here another case-study, applying the technics of Medieval Astrology.

Estudo de Caso 2 – profecções combinadas à Revolução

(Language: Portuguese)

Agora o blog tem arquivos!!!

Finalmente, a última coisa que faltava no meu site: um diretório pra você baixar todos os arquivos de astrologia que produzo! Nada de Badongo, Rapid Share ou outros Shit Shares da internet! Eis aqui o primeiro pdf que fiz:

Saúde com problemas

Divirtam-se!

Como analisar um planeta?

People say medieval astrology is difficult. They are right, but there are two kinds of analisys:

  • Geral
  • Specific.

The specific one is really harsh. We must see the entire chart searching for a planet that represents an issue. That one will tell us very important things. For instance, money: the financial significator is capable of telling us how much the person will earn, the means of aquisition, the social standing of them (licit or not), etc. The general analisys is very simple, no need to do anything said above. No complicated Almuten calculations, no need to  seek for the “term ruler of the ascendant”… We look to the planet, see the houses it rules, the aspects it makes and build an delineation. Of course, this analisys don’t enable us to define some important things, like the status of the native, how much he will earn (how much will be the greater amount of money he will earn in his entire life).  I would resume that the general analisys is more qualitative than quantitative. 

For instance, the qualitative analisys dont enable us to know the native is poor ou rich, but it can shows struggles involving money.  If I give to you two charts to analyse qualitatively, you can perceive that one of them shows financial problems related to health matters, while the other chart does not have much expenses indications, but you will no have the minimal  capacity to see whether both are rich or not! It may happen the person with that chart indicating health problems could be an millionaire! While the other lives calmly with a low salary, the rich one has expend too much money hiring a famous chinese surgeon to his son!  The quantity of money each one has must be seen with the quantitative analysis.

If I would make an astrology course, I would priorize the qualitative analisys, because it is the easier and the new students wouldnt be frustrated. People want to get out of the class and delineate a chart, not always this is possible in the beginning of the studies, but you can achieve some good delineation with that type of technic. One may interpret the chart faster than the traditional medieval analisys, because in this tipe you must calculate significators to everything. On general, it is a damm tedious work, but always productive, I admit. 

The qualitative analisys was developed by the french astrologer Morin of Villefranche, autor of Astrologia Gallica.

Estudo de Caso número 1

Essa é uma iniciativa minha. Os estudos de casos são mapas e histórias de eventos, coletadas por mim, que revelam como são aplicadas as técnicas preditivas de astrologia medieval.

Os arquivos são em PDF. O primeiro caso é o de uma senhora com problemas de saúde. Através da profecção, dos trânsitos e das direções primárias, mostrei as épocas mais perigosas para ela.

Download

Teste Dimock


Yuzuru me deu a sugestão; eu a aceitei, e agora estou ansioso. Não posso escrever agora, são quase duas da manhã e preciso acordar cedo para visitar meus queridos doentes. Fica postado o mapa de um carioca, novo objeto de estudo do famigerado teste Dimock.

Pra quem não sabe, esse teste dá cinco alternativas para você adivinhar o que aconteceu com a pessoa através do seu mapa. Em matéria de múltipla escolha, a vida tem me presenteado as provas de residência médica… Será que me darei bem ne las? Enquanto isso não ocorre, posto as alternativas pra vocês tentarem aí de casa o que aconteceu com este senhor carioca.

Um evento importante aconteceu na vida desse homem, no Rio de Janeiro em 6 de Novembro de 2003. Assinale a alternativa correta:

  1. Ele perdeu seu trabalho.
  2. Sua casa pegou fogo.
  3. Sofreu uma cirugia.
  4. Sua parceira o deixou.
  5. Foi preso por tráfico de cocaína.

Esse é o mapa de um homem que sofreu um evento no dia 6 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro. Não gostaria de colocar aqui as alternativas do teste. Mais divertido é descobrir sozinho, sem se lembrar delas.

Em 2003 esse homem completou 66 anos (2003 – 1937 = 66) , chegando com o ascendente projetado à casa sete do seu mapa. Logo no primeiro mês após o seu aniversário, portanto, aconteceu algo com ele, o que nos leva a suspeitar do arranjo planetário em profecção mensal para o primeiro mês do aniversário. Precisamos levantar uma série de testemunhos que confirmem ou não essa hipótese. A primeira coisa são os planetas que se encontram na casa 7:

  • Vênus – Em mal estado, rege a casa 3 e 8, e portanto maléfica acidentalmente;
  • Mercúrio – Sob os raios do sol, regente da casa 7 (inimigos declarados e parcerias) e 4 (fim da vida, imóveis e propriedades). Recebe uma quadratura de marte, posicionado na casa dez e regente da casa 2 (posses) e 9 (religião e viagens)
  • Sol, Regente da casa seis (doença e trabalho). Igualmente recebe uma quadratura de Marte na casa 10, já mencionado.

Comecemos pelas partes Árabes que se encontram no primeiro signo do ano pessoal dele: 26 de Virgem a 26 de libra contém partes árabes que podem ser importantes no ano em questão. São elas:

  • Parte da Morte da Mãe – em 28 de virgem.
  • Parte do casamento (coniugi virorum secundum Hermetem) – em 28 de Virgem.
  • Pars Foeneratorum (ligada a posse de objetos d e valor) – em 08 de Libra.

O testemunho mais importante deveria ser aquele gerado pelo regente do ano, que é mercúrio, mas ele se encontra em aversão ao signo da cúspide da casa 7, virgem (libra e virgem não se aspectam). Desse modo, mercúrio perde a autoridade sobre a casa sete durante o ano. Nesses casos, o planeta presente na casa em questão ganha autoridade e é o regente do ano. Como falamos de vênus, regente da casa 8 e 3, o ano promete problemas para o corpo físico (ascendente) envolvendo os seguintes assuntos: morte/angústia (casa 8), estradas e veículos, vizinhos e parentes, comunicação (casa 3), inimigos secretos e parcerias (casa 7). Mais importante ainda é perceber que Vênus é Almuten do Ascendente, reforçando a sua ligação com a casa 1. Talvez o nativo tenha sido deixado pela sua mulher.

Firdaria em questão – A Firdaria do período é Marte – Mercúrio. Os seguintes assuntos são enfatizados no período em questão:

  • Casamento e inimigos;
  • Carreira;
  • Viagens e espiritualidade;
  • Posses;

Outros dados importantes podem ser dados pela Revolução Solar, e pela comparação do regente do ano nos dois mapas.

Há um Retorno de Ascendentes na Revolução, o que torna esse ano especial. O regente do Ascendente da Revolução é Júpiter, que está na casa seis e rege a dez. Júpiter no mapa natal está na 10. Talvez uma questão pertinente a carreira.

E vênus? Onde ela se encontra? Em escorpião, detrimento, regendo as casas oito e três. Recebe um trígono de marte, posicionado na casa 12, regente das casas 2 e 9 e Almuten da 11.

As coisas que Vênus significa no mapa natal geram angústia ao nativo, pela sua posição em detrimento na casa oito. Sou levado a crer que o nativo terá um ano difícil para casamento: Letra d).

Revolução Solar e o mapa natal

No blog Griphon Astrology, a autora nos dá dicas de como interpretar os planetas da revolução solar. Para ela, os planetas não perdem a sua determinação natal. Por exemplo: Se marte no meu mapa natal rege a casa um e oito, ele sempre terá essa determinação, mesmo na revolução solar. Assim, percebemos para onde a carreira se direcionará olhando a posição do regente natal da casa dez na revolução solar. Se o regente da casa dez do mapa natal estiver esse ano na casa quatro, problemas domésticos podem afetar o emprego, ou os negócios podem se voltar para a compra e venda de imóveis.
Robert Zoller, em seu curso, dá uma série de procedimentos para sistematizar a interpretação da Revolução, porém o mais importante é comparar as profecções do ano em questão com a leitura da Revolução solar. Se a casa dez projetada para o ano em questão é regida por um planeta em mal estado cósmico, a mesma casa na revolução deve ser analisada. Existem milhares de combinações, que variam desde uma casa 10 excelente, tanto na revolução quanto no mapa natal, até a demissão do emprego, com ambas em péssimo estado. Ao contrário de Nina, Robert lê também a Revolução separadamente, com suas regências. A análise do regente do Ascendente da revolução em ambos os mapas também se mostra reveladora. Pelo bem da sua sanidade mental, só não misture as duas técnicas!
Enfim, Revolução Solar é que nem Neston: existem mil e uma maneiras de interpretá-la. Não creio que seja melhor você sozinho descobrir a sua, como diria o comercial do farináceo da Nestlé. Faça um bom curso de astrologia medieval para ter noção, ou saia por aí comprando livros. Há uma boa tradição que deve ser seguida em prol da acurácia dos prognósticos.

conferindo a natureza dos planetas em seu mapa

A melhor maneira de se estudar astrologia é correlacionar os eventos terrestres com o céu do momento em questão. Deixe de pensar no que poderia ter sido, para enxergar o que realmente foi. Essa constatação solidifica o modo correto de se interpretar.
Uma das grandes lições que tive em astrologia védica é perceber a importância das casas que um planeta rege. Por si só, isso é mais relevante do que a natureza planetária. Por exemplo, Júpiter pode reger a casa 12, mas se você pensar que ele sempre tem natureza benéfica, há de se decepcionar quando o contrário acontecer, já que a reg~encia sobre a casa 12 dá a ele uma natureza desintegradora. Na astrologia védica, júpiter seria maléfico por reger a casa 12, independentemente do seu estado cósmico. Na astrologia ocidental, Júpiter só seria elevado a condição de maléfico acidental se estivesse retrógrado, em queda ou detrimento, e regendo casas maléficas (6, 8 e 12, eventualmente a 7, de inimigos declarados). Perceba que a astrologia ocidental tradicional é mais rígida para transformar um benéfico em maléfico. Mesmo assim, nos chamam de pessimistas!
Talvez vocês queiram o meu mapa como exemplo, basta procurá-lo nos posts anteriores (por motivo de força maior, não o publicarei aqui). No ano de 2003, completei 21 anos, e a profecção chegou a casa dez do meu mapa. O evento prometido pelo regente do ano era adversidades em parcerias, já que a casa 10 é regida por Saturno, que se encontra em Libra na casa 7.
Contando-se os meses a partir da casa 10, o evento Saturnino poderia ter-se desencadeado em janeiro de 2004. Nesse período, porém, estava com uma nova namorada, no início de um relacionamento que durou um ano. A adversidade de Saturno não ocorreu, mas houve um evento durante o ano de 2003 muito difícil para mim, envolvendo relacionamentos, a partir de julho e até setembro. Não vou discutir por que a profecção não funcionou na data certa, isso é assunto para outro post. Vejamos os meses de acordo com a profecção do ascendente:
  1. 27 de Março 2003: Casa 10 – O nodo sul se encontra aqui, prometendo angústia e pesar durante o ano. A influência da primeira casa do ano se estende para todo o período até o próximo aniversário. No primeiro mês, contudo, não senti nada, embora estivesse mais magro e malhando. A natureza marcial do nodo sul talvez emagreça a pessoa, quando determinada a casa do corpo físico (ascendente) , mesmo por profecção.
  2. 27 de abril de 2003: Casa 11 – Conheço uma mulher e começo a namorar – Vênus está na cúspide da casa 11. As circunstâncias pelas quais eu a conheci se adequam exatamente na configuração representada por vênus de casa 11: fui jantar com um grupo de amigas. Não havia um homem sequer além de mim!
  3. 27 de maio de 2003: O namoro continua, sem maiores intercorrências. A profecção chega na casa 12, com mercúrio e Sol ali posicionados. Nenhuma lembrança significativa no período.
  4. 27 de junho de 2003: No fim desse período, namoro terminou subitamente. Os meses que se sucederam foram angustiantes para mim. Experimentei angústia até outubro, aproximadamente. Não me lembro ao certo qual foi o pior mês desse período. A lua em escorpião, significadora das emoções e do nativo por estar na casa 1, está em oposição a Júpiter natal, retrógrado e regente da casa 12, a casa do desespero. Soma-se a isso que a lua era regente do subperíodo da Firdaria, intensificando a ação lunar.

Perceba que júpiter está retrógrado, porém não se enquadra nos requisitos ocidentais para transformá-lo em maléfico. Não sei se a retrogradação aqui tem um caráter que debilite o grande benéfico a ponto de torná-lo maléfico. Será que o movimento direto tiraria a malícia jupiteriana? Há muito o que aprender, mas no momento presto muito mais atenção às casas que o planeta rege. Graças a astrologia védica, sou mais rígido com planetas que regem casas maléficas. Sua natureza pode ser realmente assustadora.

Experimente você também no seu mapa. Pegue eventos bons e ruins e correlacione com a profecção do período. Seu aprendizado astrológico dará um salto quântico. Estou aberto a dúvidas e sugestões pelo email rtveronese@gmail.com.

Mercúrio Retrógrado – Relato de Caso

Neste período em que observamos a retrogradação de Mercúrio em Peixes, correlaciono este dado com eventos da minha vida. Essa observação é importante para aprendemos a relevância dos trânsitos. Por mais que eles indiquem eventos corriqueiros, aprendemos muito sobre a capacidade do planeta transitante representar eventos conforme sua determinação local natal. Também observo seu papel em outros sistemas, como o zodíaco hindu, o que tem gerado impressionantes descobertas para um astrólogo ocidental como eu.
Desde o início da retrogradação experimentei uma viagem à terra natal de minha namorada que durou oito dias, em outro estado da região sudeste. Passei por cidades que nunca percorri antes. Pelo tempo de duração da viagem, parece que falamos da casa nove, mas fui a um local onde havia conhecidos meus e dela, misturando-se com significados de casa três, contudo a maioria se tratava de parentes dela, voltando para a casa nove (parentes da parceira). Conheci também a religião na qual se criara, o espiritismo, que seria ortodoxamente regida pela casa três (religião da parceira), porém como envolveu a minha experiência, seria também um fenômeno de casa nove (experiências espirituais). Fiquei distante do computador nesses dias, não escrevi quase nada, tampouco li. Diante de todas as considerações, qual casa você escolheria para representar esse momento? A 3 ou a 9? A casa nove é regida por Júpiter, a três, mercúrio.
Na astrologia védica, tenho ascendente peixes, e mercúrio rege as casas quatro e sete, se encontrando na 12. Dentre outras considerações que não cabem aqui, no trânsito sobre peixes, mercúrio volta a sua posição natal e retrograda, algo que representa uma intensificação das casas o planeta rege e a sua posição natal. Essa intensificação, portanto, tem de ser percebida pelas casas 4, 7 e 12.
A casa 4 para os hindus representa imóveis, educação e a figura materna, a sete, parcerias e moradia no exterior (não me perguntem o porquê…), e a 12, karma e “prazeres de cama”, o “velho e bom entra e sai”, como diriam os drugues no filme Laranja Mecânica…
Posso dizer a vocês, dentro da boa e velha discrição cabível na discussão de tabus, que o significado mais intenso vivido por mim no período foi a casa 12, em combinação com a sete… Me parece que a casa quatro não apresentou nenhuma importância, embora o nativo tenha trabalhado com sua mulher no carnaval numa clínica de psiquiatria e deu-se a conhecer a carreira da parceira (casa quatro é a décima da parceira).
Na astrologia ocidental, mercúrio não possui nenhuma relação com a casa sete, salvo por ser dispositado por Júpiter, que se encontra no descendente. Normalmente desprezo essa relação, mas agora vejo que ela pode ser muito útil para entendermos a razão de um trânsito. o dispositor de um planeta indica a causa da ação por ele representada. Todas as coisas geradas por mercúrio, portanto, encontraram razão de expressão neste júpiter de casa sete: a viagem, o trabalho no carnaval, o conhecimento de uma nova religião, foi tudo trazido pela parceira. A determinação local de Júpiter em trânsito também foi importante para entendermos todo o fenômeno, uma vez que ele se encontra na casa nove, reforçando significados de casa nove.
Quando começamos a buscar no mapa o que acontece lá fora, respeitando-se as regras, a astrologia per se começa a nos ensinar.

maléficos… Para quem?

Na astrologia védica, os planetas maléficos que regem casas benéficas são chamados de benéficos funcionais. Em alguns ascendentes, como por exemplo Touro, Saturno é um planeta extremamente benéfico, por que rege as casas nove e dez. Quando um planeta rege duas casas boas, uma angular (casas 1, 4, 7 e 10, chamadas de kendras) e outra do triângulo do ser (casas 1, 5 e 9, chamadas de trikonas) é chamado de yogakaraka, e sua posição traz muitos benefícios para a casa onde se encontra. Nesse caso, um aspecto de Saturno a qualquer planeta é excelente para os assuntos que esse planeta rege.

Algumas pessoas acostumadas com astrologia tradicional do ocidente, e que ainda não tem muita experiência, acharão a afirmativa anterior absurda. Para a astrologia que praticamos no aqui, essa informação é um paradoxo: sendo Saturno um maléfico, ele nunca traria coisas boas, mesmo regendo casas boas. Se o leitor chegou a essa conclusão, saiba que está errado. A astrologia védica pode ter muitas coisas diferentes da nossa, mas essa é uma grande similaridade! Vejamos o por quê.

Os maléficos tradicionais são Marte e Saturno. Eles geralmente indicam adversidades, impedimentos e conflitos. Essas palavras geram temor nas pessoas, como se sempre algum evento angustiante fosse indicado. Definitivamente, não é bem assim.
Os dois planetas recebem a alcunha de maléficos porque indicam um modo de agir mais difícil em relação aos benéficos. Para os últimos, as experiências geralmente são tranquilas, fáceis e agradáveis. Seriam movimentos que a pessoa faz para conseguir algo com facilidade.
Por exemplo, uma pessoa pode conseguir um emprego simplesmente conversando com amigos numa mesa de bar:

-Cara, tô precisando de um trampo… Perdi aquele plantão!
-Ih, tem uma vaga lá onde eu trabalho… Topa?
-Claro!

Foi um movimento fácil, e a oportunidade surgiu como num passe de mágica. Nesse momento, se a pessoa crê em algum Deus, talvez se sinta abençoado. Ele pode estar num período de vida no qual as oportunidades de trabalho são fáceis e abundantes, devido a presença de Júpiter na casa dez.

A mesma pessoa pode, em outra ocasião, conseguir um emprego através de um concurso. Vai estudar muito, perder noites de sono, ter paciência, manter o controle para não desistir, ficar estressado, mas pode até gostar desse estilo de vida, se sentir produtiva, gerar muitos progressos. Ela pode estar passando por um período de Saturno na casa nove, a casa do ensino superior.
Outra pessoa pode ter um ano sofrível sentimentalmente, com uma separação que lhe causou muita angústia. Saturno pode estar afligindo o regente da casa sete, ele regendo a casa oito, a casa da morte.
Não sei se você percebeu a diferença entre o saturno do segundo exemplo, com o do último. Se não conseguiu, releia os dois parágrafos anteriores, e perceba as casas envolvidas. A casa oito é uma casa maléfica, a nove benéfica. Chegamos a uma importante lição de astrologia:
Os planetas maléficos, se estão em casas boas, e regendo casas igualmente boas, representarão coisas boas, a serem conseguidas com sua natueza maléfica, indicada por esforço, concentração, brigas e disciplina. Os aspectos tensos desses planetas não indicam impedimentos graves, embora ofereçam desafios.
Se os planetas maléficos regem casas que indicam experiências difíceis (casas 6, 8 e 12), então o nativo enfrenta problemas sérios que devem ser encarados com cuidado. Os problemas geralmente estarão relacionados a casa na qual o maléfico se encontra, ou na casa onde o planeta aspectado pelo maléfico se encontra.
No primeiro exemplo de Saturno, ele está numa casa boa, e pelo que aconteceu, talvez ele tenha regência sobre casas igualmente boas. No segundo exemplo, Saturno rege a casa da morte e da angústia, a casa oito, o que faz com que as coisas não corram bem no casamento, porque ele aspecta o regente da sete.
O estudante de astrologia medieval começa a prática geralmente extremamente fatalista e mórbido. À medida em que ganha experiência, analisando mapas e eventos passados, percebe eventos regidos por maléficos que foram excelentes para o nativo, embora impregnados de esforço, lutas e concentração. A experiência obtida nessa análise apenas nos mostra que o termo maléfico significa coisas que o ser humano naturalmente não gosta muito de fazer, mas que podem gerar excelentes resultados. Um dia de folga sem fazer o que se gosta ainda é melhor do que um dia de trabalho prazeroso, embora alguns workaholics discordem disso…
Concluindo: os maléficos ainda representam experiências difíceis, impedimentos, morte, separação e despesas, mas precisamos ter em mente quando eles representam eventos bons. Que esse artigo ajude você a detectá-los nessas circunstâncias.

os significadores

Significador é um planeta que representa determinado assunto do mapa. A análise deste planeta nos permite identificar as áreas associadas àquele assunto, bem como o seu grau de impedimento ou favorecimento na sua expressão.

Para cada assunto de nossas vidas, existe um ou mais significadores. Eis aí o problema. A confusão do estudante reside na falta de diferenciação da qualidade de cada um. Para o mesmo assunto, um significador pode estar em mal estado, enquanto outro pode estar bom. Se o aluno entrar nesse estudo achando que apenas um deles deve prevalecer, cometerá um erro de julgamento. Se o regente do domicílio da casa dois estiver aflito na casa seis, doença pode gerar problemas financeiros. Mas se o regente da exaltação da dois estiver em bom estado na casa quatro, família e imóveis podem gerar dinheiro para o nativo. Ao final da análise de todos os regentes (domicílio, exaltação, triplicidade, termo e face), sintetizamos um julgamento daquela área da vida.

É importante ressaltar que não podemos julgar pela aflição das casas a questão quantitativa. A casa dez aflita pode trazer impedimentos a fama, mas não podemos concluir somente com esse dado que a pessoa não será famosa. Técnicas para avaliar o quão rica ou famosa será a pessoa não passam por essa análise de casas. Uma pessoa famosa pode ter a casa dez aflita, indicando que apenas ela sofrerá alguma difamação nalgum período de dua vida.

Almuten domus

O uso desse significador foi amplamente divulgado pelos árabes. Almuten ou Almutem é o planeta que mais tem dignidades num ponto qualquer do zodíaco. Por exemplo, se quiséssemos saber qual é o Almuten do ascendente a 19 de áries, basta enumerarmos todos os regentes desse ponto – domicílio, exaltação, triplicidade, termo e face. Cada regente possui um valor, que varia de 5 a 1:

  1. Domicílio: marte – 5 pontos
  2. Exaltação: Sol – 4 pontos
  3. Triplicidade: Sol – Júpiter – Saturno – 3 pontos
  4. Termo: mercúrio – 2 pontos
  5. Face: Sol – 1 ponto.

Ao contarmos quantos pontos cada planeta possui naquele grau, concluímos que o sol possui a maior pontuação, com 4 pontos de exaltação, três de triplicidade e 1 de face, no total, 8. O sol é o planeta que tem mais dignidades (ou honras) no Ascendente. Isso o torna um bom representante do Ascendente; aquele que sintetiza melhor seu julgamento.

Quando analisamos apenas um grau do zodíaco, o Almuten normalmente é o regente do domicílio ou da exaltação do signo. Isso gera uma confusão quanto ao seu papel: ele seria o mesmo que o dos principais regentes da casa? Decerto que não. Fosse assim, para que usar esse método de eleição? Há, contudo, Almutens envolvendo dois ou mais pontos do zodíaco, não tornando óbvio o planeta que representa aquela questão. É com basse nisso que concluímos o papel dessa técnica: o almuten representa a síntese de uma questão. O Almuten pode ser analisado como qualquer outro regente, mas é fundamental percebermos nele sua posição em relacção aos ângulos e o seu nível de impedimento, para termos uma síntese do quão impedido ou favoreceido está a questão estudada.

Como é na prática atual?

Os autores antigos estabeleciam uma ordem para se julgar uma casa, a começar pelos planetas que mais dignidades tinham na cúspide dessa. Uma vez enumerados os planetas em ordem decrescente de honras, procedia-se a avaliação do estado celeste (signos e aspectos) e terrestre (ângulos) de cada um, a fim de se eleger um ponto capaz de produzir os assuntos da casa. Esse planeta, o mais “saudável”, seria o significador do assunto em questão. Se todos os regentes sofrem algum tipo de aflição, então o assunto em questão carece de poder para realizar. Isso não é lido de modo invertido com casas maléficas: os regentes da casa 12 angulares falariam a favor de inimigos secretos poderosos, mas se o planeta estiver ali dignificado por signo, é provável uma vitória sobre adversidades oriundas desses mesmos inimigos.

A descrição acima parece simples, mas o autor confessa não encontrar terreno prático para elas ainda. Há muito que se aprender, e no momento creio na capacidade de um planeta de exercer múltiplos papéis ao mesmo tempo: ao mesmo tempo que a lua rege a casa quatro, ela é significadora financeira por ocupar a casa dois e se relaciona com a casa sete por aspecto a júpiter ali residido. Como cada corpo celeste exerce miríades de papéis simultaneamente, a solução é analisar um assunto por vez, enfocando os planetas que cumprem algum papel importante na questão.

A análise do assunto em questão deve ser baseada naquilo que desejo em determinada casa, pois um mesmo setor do mapa também abriga diversos assuntos. A casa seis pode representar os servos, mas também a técnica e as doenças do nativo. Será que todos esses assuntos se submetem aos mesmos regentes? A priori sim, mas as partes árabes para um tema específico delimitam a análise. Se busco na casa seis temas referentes a doença, usarei a parte da doença, e não a parte dos servos, pois possuem cálculos diferentes.

A análise árabe foi a técnica mais sofisticada que a Terra já presenciou. Não a domino, embora ache espantosamente minuciosa. Lentamente aprendemos.

Older entries »