Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Archive for estado cósmico

A very good book

Astrologia Gallica – Livro XVIII (Spanish)

This book is very useful to learn the principles of medieval astrology.

conferindo a natureza dos planetas em seu mapa

A melhor maneira de se estudar astrologia é correlacionar os eventos terrestres com o céu do momento em questão. Deixe de pensar no que poderia ter sido, para enxergar o que realmente foi. Essa constatação solidifica o modo correto de se interpretar.
Uma das grandes lições que tive em astrologia védica é perceber a importância das casas que um planeta rege. Por si só, isso é mais relevante do que a natureza planetária. Por exemplo, Júpiter pode reger a casa 12, mas se você pensar que ele sempre tem natureza benéfica, há de se decepcionar quando o contrário acontecer, já que a reg~encia sobre a casa 12 dá a ele uma natureza desintegradora. Na astrologia védica, júpiter seria maléfico por reger a casa 12, independentemente do seu estado cósmico. Na astrologia ocidental, Júpiter só seria elevado a condição de maléfico acidental se estivesse retrógrado, em queda ou detrimento, e regendo casas maléficas (6, 8 e 12, eventualmente a 7, de inimigos declarados). Perceba que a astrologia ocidental tradicional é mais rígida para transformar um benéfico em maléfico. Mesmo assim, nos chamam de pessimistas!
Talvez vocês queiram o meu mapa como exemplo, basta procurá-lo nos posts anteriores (por motivo de força maior, não o publicarei aqui). No ano de 2003, completei 21 anos, e a profecção chegou a casa dez do meu mapa. O evento prometido pelo regente do ano era adversidades em parcerias, já que a casa 10 é regida por Saturno, que se encontra em Libra na casa 7.
Contando-se os meses a partir da casa 10, o evento Saturnino poderia ter-se desencadeado em janeiro de 2004. Nesse período, porém, estava com uma nova namorada, no início de um relacionamento que durou um ano. A adversidade de Saturno não ocorreu, mas houve um evento durante o ano de 2003 muito difícil para mim, envolvendo relacionamentos, a partir de julho e até setembro. Não vou discutir por que a profecção não funcionou na data certa, isso é assunto para outro post. Vejamos os meses de acordo com a profecção do ascendente:
  1. 27 de Março 2003: Casa 10 – O nodo sul se encontra aqui, prometendo angústia e pesar durante o ano. A influência da primeira casa do ano se estende para todo o período até o próximo aniversário. No primeiro mês, contudo, não senti nada, embora estivesse mais magro e malhando. A natureza marcial do nodo sul talvez emagreça a pessoa, quando determinada a casa do corpo físico (ascendente) , mesmo por profecção.
  2. 27 de abril de 2003: Casa 11 – Conheço uma mulher e começo a namorar – Vênus está na cúspide da casa 11. As circunstâncias pelas quais eu a conheci se adequam exatamente na configuração representada por vênus de casa 11: fui jantar com um grupo de amigas. Não havia um homem sequer além de mim!
  3. 27 de maio de 2003: O namoro continua, sem maiores intercorrências. A profecção chega na casa 12, com mercúrio e Sol ali posicionados. Nenhuma lembrança significativa no período.
  4. 27 de junho de 2003: No fim desse período, namoro terminou subitamente. Os meses que se sucederam foram angustiantes para mim. Experimentei angústia até outubro, aproximadamente. Não me lembro ao certo qual foi o pior mês desse período. A lua em escorpião, significadora das emoções e do nativo por estar na casa 1, está em oposição a Júpiter natal, retrógrado e regente da casa 12, a casa do desespero. Soma-se a isso que a lua era regente do subperíodo da Firdaria, intensificando a ação lunar.

Perceba que júpiter está retrógrado, porém não se enquadra nos requisitos ocidentais para transformá-lo em maléfico. Não sei se a retrogradação aqui tem um caráter que debilite o grande benéfico a ponto de torná-lo maléfico. Será que o movimento direto tiraria a malícia jupiteriana? Há muito o que aprender, mas no momento presto muito mais atenção às casas que o planeta rege. Graças a astrologia védica, sou mais rígido com planetas que regem casas maléficas. Sua natureza pode ser realmente assustadora.

Experimente você também no seu mapa. Pegue eventos bons e ruins e correlacione com a profecção do período. Seu aprendizado astrológico dará um salto quântico. Estou aberto a dúvidas e sugestões pelo email rtveronese@gmail.com.

como um planeta em detrimento pode funcionar

A primeira pergunta quando examinamos um planeta é: o que ele promete? Evidentemente, a promessa é descrita pela combinação signo – casa – e o mais importante: a natureza do planeta, que nunca muda. Os aspectos que o planeta recebe apenas indicam coisas que auxiliam ou impedem sua manifestação.

Um planeta em detrimento não tem forças para produzir o que ele promete. Associado a essa deficiência, há o que chamo de “efeitos colaterais”, problemas gerados quando o planeta tenta supercompensar a fraqueza.

Há um exemplo dessa lua muito perto de mim, que foi essencial para perceber tudo que aprendi nos livros de astrologia tradicional. Uma amiga minha possui a lua em queda (escorpião) como regente da casa 1, e determinada a casa sete por signos inteiros. A descrição que se segue só encontra similaridade às pessoas com a lua em Escorpião possuindo alguma determinação a casa 1, seja por regência ou posição.
A lua promete nutrição emocional. Se uma pessoa tem a lua em escorpião, ela não consegue a nutrição adequada. Sinto na minha amiga um grande medo de perder as pessoas com as quais mantém intimidade. Para compensar isso, ela cria laços simbióticos com as pessoas ao redor. Tais laços são tão fortes que acabam por sufocar as pessoas envolvidas. Ao final do processo, a lua em escorpião consegue o que mais temia: perder a amizade. Esse é o efeito colateral do planeta em queda ou detrimento.

Para compensar a debilidade planetária, aspectos podem ser úteis, mas além disso é funcamental analisar o dispositor, que consiste no regente do signo ocupado pelo planeta analisado. Se uma pessoa tem a lua em Escorpião, a análise do seu dispositor – Marte – será útil para perceber se as coisas significadas pelo planeta vermelho podem ou não ajudar na questão. No caso da minha amiga, marte está aflito por Saturno e em detrimento na casa seis. Para ela, uma rotina massacrante não ajuda a tapar o buraco da sua carência emocional.

É algo a se questionar, se o planeta em detrimento pode prejudicar os planetas envolvidos por aspecto ou conjunção. Não tenho uma resposta clara ainda. No exemplo acima, a lua em queda na 7 faz conjunção com júpiter. É uma conjunção boa para ela, mas interrogo-me se o fato de estar em queda prejudica um pouco seus amigos. Se a resposta for sim, contudo, não creio que haja tanto prejuízo assim, devido ao fato de ambos serem beneficos (lua e Júpiter) regendo casas boas da figura. O contraste entre a qualidade primitiva quente de Júpiter, e o frio Lunar gera sim, um elemento de tensão dentro da associação benéfica. Seria um contraste entre a espera dela (frio – passivo) e a liberdade deles (quentura – movimento).

Observando sua história de vida, percebo rupturas que ela teve com alguns amigos(as), por eles(as) não corresponderem às suas demandas emocionais. Não vejo, em tempo algum, dano aos amigos, apenas eles se afastam quando extremamente cobrados pela lua. Sinto que os amigos percebem sua necessidade estremada de afeto, e não compactuam com ela, para o bem da nativa – lembre-se que júpiter é um benéfico, e nesta situação mantém sua natureza. Eles podem se afastar ou até estimular a independência da nativa. O aspecto com júpiter melhora a situação lunar. Ou seja, os amigos da nativa a ajudam, estimulando sua independência e curando as feridas de relacionamentos nos quais não encontra resposta adequada. Eles não se prejudicam nesta relação. A lua que prejudica a si mesma, gerando o afastamento das pessoas que ama devido ao seu comportamento dependente, e esse afastamento se dá com as casas e planetas com os quais ela está relacionada por aspecto e conjunção corpórea.