Astrosphera
Ancient astrological technics uncovered.Archive for casa XII
conferindo a natureza dos planetas em seu mapa
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27 de Março 2003: Casa 10 – O nodo sul se encontra aqui, prometendo angústia e pesar durante o ano. A influência da primeira casa do ano se estende para todo o período até o próximo aniversário. No primeiro mês, contudo, não senti nada, embora estivesse mais magro e malhando. A natureza marcial do nodo sul talvez emagreça a pessoa, quando determinada a casa do corpo físico (ascendente) , mesmo por profecção.
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27 de abril de 2003: Casa 11 – Conheço uma mulher e começo a namorar – Vênus está na cúspide da casa 11. As circunstâncias pelas quais eu a conheci se adequam exatamente na configuração representada por vênus de casa 11: fui jantar com um grupo de amigas. Não havia um homem sequer além de mim!
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27 de maio de 2003: O namoro continua, sem maiores intercorrências. A profecção chega na casa 12, com mercúrio e Sol ali posicionados. Nenhuma lembrança significativa no período.
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27 de junho de 2003: No fim desse período, namoro terminou subitamente. Os meses que se sucederam foram angustiantes para mim. Experimentei angústia até outubro, aproximadamente. Não me lembro ao certo qual foi o pior mês desse período. A lua em escorpião, significadora das emoções e do nativo por estar na casa 1, está em oposição a Júpiter natal, retrógrado e regente da casa 12, a casa do desespero. Soma-se a isso que a lua era regente do subperíodo da Firdaria, intensificando a ação lunar.
Perceba que júpiter está retrógrado, porém não se enquadra nos requisitos ocidentais para transformá-lo em maléfico. Não sei se a retrogradação aqui tem um caráter que debilite o grande benéfico a ponto de torná-lo maléfico. Será que o movimento direto tiraria a malícia jupiteriana? Há muito o que aprender, mas no momento presto muito mais atenção às casas que o planeta rege. Graças a astrologia védica, sou mais rígido com planetas que regem casas maléficas. Sua natureza pode ser realmente assustadora.
Mercúrio Retrógrado – Relato de Caso
Marte, Casa XII e as drogas
Na Astrologia dos séculos XX e XXI, o planeta vermelho foi domesticado. Só se atribui a energia marciana a esportes e pequenas contendas. Ele virou uma energia pequena, e hoje se reputa o caos a Urano. O caráter destrutivo de Marte foi esquecido.
Marte em mal estado sempre foi interpretado como algo poderoso, destrutivo e descontrolado, principalmente em mapas diurnos, pois de dia não se moderam suas qualidades quentes e secas, estas ficando poderosamente enfatizadas.
Existem outras nuances dadas a marte que foram perdidas no tempo, porque a astrologia psicologica usa o mapa todo para delinear o comportamento, o contrário do que ocorria antigamente, quando descrições complexas de comportamento eram atribuídas a apenas um ou dois planetas.
Apesar da discrepância entre o antigo e o novo, muitas reflexões pós-modernas sobre o que Marte representaria podem nos ajudar a entender o que ele representou para os astrólogos medievais, e o melhor: essas descrições podem ser usadas até hoje, com as devidas adaptações culturais.
Para os psicólogos, marte representaria uma instância psíquica na qual tentamos conseguir tudo o que desejamos, o quanto antes possível. É o significador principal de impaciência e competitividade. É simples ligar essas características a um ato que seria a demonstração do seu excesso: assassinatos e roubos.
Marte na casa 12 em mal estado cósmico, se determinado a casa 1, pode representar que o nativo possui um comportamento auto-destrutivo. Tenho visto esse posicionamento em usuários de drogas e bebedores pesados. Marte na seis tendo relação com a casa 7, fala que o parceiro(a) possui esses hábitos. A impaciência e o desejo marcianos, quando determinados à casa da auto-destruição, toma a forma de comportamento compulsivo. Em menor grau, não necessariamente indica dependência, mas pode representar que o nativo faz algo para saciar seu desejo escondido dos demais (casa 12).
Mas as razões para atribuirmos drogas a marte podem ser mais simples do que a abordagem psicológica. O pequeno maléfico sempre teve relação com o fogo e materiais cortantes, além de todo o processo que lide com esses materiais, dando vazão a um´grandioso número de profissões e objetos que podem se relacionar a marte: de cozinha a engenharia química. Experimente pedir a quem tem marte na casa um para cozinhar. Você pode se assustar com a sua perícia! Ele lida de um modo excelente com facas e fogões.
Dentre os objetos acima citados, encontramos produtos químicos e injeções. Ao percebermos a determinação marciana por posicão na casa 12, e por regência a casa 1, podemos verificar se isso é literal na vida do nativo: ele (1) usa essas coisas (marte) contra si mesmo (12).
Estaria na expressão “usar contra si mesmo” um juízo de valor preconceituoso contra as drogas? Se elas dão prazer, e podem ser usadas com cautela, não deveriam ser representadas pela casa 5? Ou seja, atribuir “drogas” a casa 12 seria condenar essas substâncias a ilegalidade, mesmo quando elas podem ser usadas por alguém e esta pessoa manter sua vida normal?
Não tenho experiência para responder agora a essa questão. A casa 12 pode ser lida não somente como coisas ilegais: ela representa coisas escondidas, e não podemos ter idéia se alguém é usuário de drogas apenas pela sua aparência. A casa cinco envolve coisas escondidas também, pois sexo virou um tabu e hoje é compartimentalizado num local propício a ele, o quarto.
Há diferenças significativas entre a casa cinco e a doze, capazes de dissipar nossa dúvida recém-criada: atribui-se a última casa toda a sorte de comportamentos e condições sociais que podem ser reduzidos às expressões “misantropia”, “sarjeta” e “falta de dignidade”. Perceba que esses conceitos passam longe dos significados usuais da quinta casa, na qual enfatiza-se o prazer e a criatividade.
No momento atual, creio que se as drogas levam o indivíduo a fazer coisas escondidas e a “sarjeta” o encontra, não vejo casa melhor para representá-las do que a 12.