
Essa técnica me fascina por duas coisas: o poder da natureza do número, e a sua simplicidade. As profecções podem ser usadas em qualquer ano e, combinadas a revolução solar, produzem bons resultados.
Para saber como usar a técnica, é muito simples. Os autores antigos atribuem o movimento de um signo por ano a cada ponto do mapa. Robert Zoller se posiciona de um modo diverso em seu curso. Ele ensina a maneira tradicional de se realizar profecções, mas ensina a dele, que, segundo o autor com trinta anos de experiência, produz igualmente bons resultados. O autor desse blog percebe as duas abordagens e no momento se abstém de concluir algo sobre o assunto, porém tem verificado até o presente momento que as profecções de Zoller, embora mais simples, requerem uma interpretação mais complexa.
No exemplo que darei, com base em minha própria natividade, priorizarei o modo antigo de se “profectar”, mas vou ensinar o raciocínio de Zoller, if God wills.
Seguindo a frase em negrito acima, todos os anos o meu ascendente (não-retificado) fica a 19 graus e 32 minutos do signo seguinte, pois esse é o seu grau natal em áries. O ascendente é o corpo do nativo, sua motivação primária, o que ele busca, e seu movimento ao redor do mapa espelha isso, com nuances particulares devido ao posicionamento de todos os regentes do ascendente (domicílio, exaltação, triplicidade, termo e face).
Com 25 anos de idade (em 2007), o ascendente fica a dezenove graus e trinta e dois minutos de Touro. Uma vez sabendo o grau onde ele se encontra, recorremos à tabela de dignidades essenciais para termos uma noção dos planetas que regem o ascendente nesse ano:
- Domicílio: Vênus.
- Exaltação: Lua.
- Triplicidade: Vênus, Lua e Marte.
- Termo: Júpiter
- Face: Lua
Esses planetas constroem a interpretação do modo como será esse ano. No presente momento o autor ainda conclui que os planetas que imprimem de um modo indelével suas características no ano são aqueles do topo da lista, domícilio e exaltação, mas os seguintes tem importância também.
Uma vez sabendo os planetas referentes ao ano, vasculha-se o mapa a procura da determinação local de cada um. O ano terá um foco grande sobre a questão financeira (pois a profecção sobre o ascendente está na casa 2), e envolve parcerias com amigos (vênus na 11, regendo a 7), o temperamento mais introspectivo do nativo (Lua na casa 1, regendo a casa 4), trabalho extenuante e em péssimas condições (marte na seis), Uma parceira que more longe ou se interesse por astrologia, mas que esconda algum segredo do nativo ou esteja sofrendo muito (júpiter na sete regendo a 9 e a 12).
Uma vez sabendo do que o ano se trata, buscamos saber quando os planetas se ativarão. Em astrologia psicológica, os planetas estão sempre ativados, non-stop, a cada minucioso ato que realizamos, mas numa astrologia de eventos mundanos, como a medieval, os planetas são deuses que dormem, para serem acordados em épocas específicas.
Para realizar essa localização temporal, basta criarmos mentalmente um sistema de casas iguais para o ascendente profectado. A primeira casa refletirá o primeiro mês do aniversário, e a partir dele cada casa será um mês, dessa forma saberemos em que casas-meses estão os planetas listados.
Por exemplo, vênus acontecerá no décimo mês a partir de março, janeiro de 2008. A lua acontecerá em fevereiro de 2008, marte no quinto mês a partir do aniversário, júpiter no sexto mês. Assim temos um panorama eficaz de localizarmos e mensurarmos a verdadeira natureza de cada planeta em nossas vidas. Da próxima vez em que eles se manifestarem, saberemos como será a qualidade da ação, mesmo desconhecendo os eventos reais. Estudar astrologia não torna a vida um tédio, muito pelo contrário!
Gostei da metáfora dos “deuses que dormem”, eu nao tenho esse tipo de poesia no meu sangue.