Astrosphera
Ancient astrological technics uncovered.Archive for December, 2006
Exemplo de profecção

Essa técnica me fascina por duas coisas: o poder da natureza do número, e a sua simplicidade. As profecções podem ser usadas em qualquer ano e, combinadas a revolução solar, produzem bons resultados.
Para saber como usar a técnica, é muito simples. Os autores antigos atribuem o movimento de um signo por ano a cada ponto do mapa. Robert Zoller se posiciona de um modo diverso em seu curso. Ele ensina a maneira tradicional de se realizar profecções, mas ensina a dele, que, segundo o autor com trinta anos de experiência, produz igualmente bons resultados. O autor desse blog percebe as duas abordagens e no momento se abstém de concluir algo sobre o assunto, porém tem verificado até o presente momento que as profecções de Zoller, embora mais simples, requerem uma interpretação mais complexa.
No exemplo que darei, com base em minha própria natividade, priorizarei o modo antigo de se “profectar”, mas vou ensinar o raciocínio de Zoller, if God wills.
Seguindo a frase em negrito acima, todos os anos o meu ascendente (não-retificado) fica a 19 graus e 32 minutos do signo seguinte, pois esse é o seu grau natal em áries. O ascendente é o corpo do nativo, sua motivação primária, o que ele busca, e seu movimento ao redor do mapa espelha isso, com nuances particulares devido ao posicionamento de todos os regentes do ascendente (domicílio, exaltação, triplicidade, termo e face).
Com 25 anos de idade (em 2007), o ascendente fica a dezenove graus e trinta e dois minutos de Touro. Uma vez sabendo o grau onde ele se encontra, recorremos à tabela de dignidades essenciais para termos uma noção dos planetas que regem o ascendente nesse ano:
- Domicílio: Vênus.
- Exaltação: Lua.
- Triplicidade: Vênus, Lua e Marte.
- Termo: Júpiter
- Face: Lua
Esses planetas constroem a interpretação do modo como será esse ano. No presente momento o autor ainda conclui que os planetas que imprimem de um modo indelével suas características no ano são aqueles do topo da lista, domícilio e exaltação, mas os seguintes tem importância também.
Uma vez sabendo os planetas referentes ao ano, vasculha-se o mapa a procura da determinação local de cada um. O ano terá um foco grande sobre a questão financeira (pois a profecção sobre o ascendente está na casa 2), e envolve parcerias com amigos (vênus na 11, regendo a 7), o temperamento mais introspectivo do nativo (Lua na casa 1, regendo a casa 4), trabalho extenuante e em péssimas condições (marte na seis), Uma parceira que more longe ou se interesse por astrologia, mas que esconda algum segredo do nativo ou esteja sofrendo muito (júpiter na sete regendo a 9 e a 12).
Uma vez sabendo do que o ano se trata, buscamos saber quando os planetas se ativarão. Em astrologia psicológica, os planetas estão sempre ativados, non-stop, a cada minucioso ato que realizamos, mas numa astrologia de eventos mundanos, como a medieval, os planetas são deuses que dormem, para serem acordados em épocas específicas.
Para realizar essa localização temporal, basta criarmos mentalmente um sistema de casas iguais para o ascendente profectado. A primeira casa refletirá o primeiro mês do aniversário, e a partir dele cada casa será um mês, dessa forma saberemos em que casas-meses estão os planetas listados.
Por exemplo, vênus acontecerá no décimo mês a partir de março, janeiro de 2008. A lua acontecerá em fevereiro de 2008, marte no quinto mês a partir do aniversário, júpiter no sexto mês. Assim temos um panorama eficaz de localizarmos e mensurarmos a verdadeira natureza de cada planeta em nossas vidas. Da próxima vez em que eles se manifestarem, saberemos como será a qualidade da ação, mesmo desconhecendo os eventos reais. Estudar astrologia não torna a vida um tédio, muito pelo contrário!
ERRATA – dos inconjuntos.
O autor desse blog não é um especialista em Astrologia mundial, mas prefere tomar o que escreve como exercício. A publicação de uma besteira é um risco, maior porém nesses casos é o risco de se aprender. Agradeço pelas correções atentas de Paulo Silva e Yuzuru, que em muito me auxiliam. No momento o autor confessa não entender um comentário feitos por Yuzuru, pelo simples fato de desconhecer princípios de astrologia helenística, como o conceito de “fall amiss“, mas isto não é uma discordância – apenas uma declaração da minha fascinação por Steven Birchfield, autor que é um dos maiores referenciais em astrologia clássica no momento, que é o mesmo de Yuzuru.
Seguindo a carta de ingresso para o Brasil em 2007, Saturno rege a casa 3 (capricórnio) e se encontra em leão no MC. No presente momento, o autor ainda considera Saturno como o responsável dos assuntos representados pela casa 3, ainda que o grande maléfico esteja em um signo que não aspecte seu domicílio – Leão e Capricórnio estão inconjuntos.
Para o leitor leigo, um signo inconjunto é aquele que se encontra a seis ou oito signos a frente de um signo inicial. Por exemplo, Áries é inconjunto a Virgem e a Escorpião. Vários autores modernos tentaram criar uma significação para o aspecto kepleriano entre dois planetas nesses signos – o quincúncio – mas em astrologia tradicional ele significa apenas que os dois signos não se vêem!
Como não há visão entre esses dois signos, se o regente de um destes se encontra no outro, isso é péssimo para os assuntos dessa casa. É como se o dono de uma propriedade estivesse incapaz de saber o que acontece com ela! E é exatamente o que ocorre com Saturno em Leão. Todavia, isso não tira definitivamente Saturno em Leão da responsabilidade sobre a casa 3. Eu posso estar errado, mas ávido por ser corrigido!
Espero que os leitores entendam que nada é estático, muito menos astrologia clássica…
Mais erratas num próximo post.
Brasil 2007: (L)ulalááá…
Na Astrologia, o zodíaco é o referencial de tempo. O ano-novo astrológico se inicia com o Sol a zero grau de Áries, tradição repetida até hoje. O mapa que representa as condições do ano (contado a partir de 20/21 de março) é a carta de ingresso, um mapa que deve ser levantado quando o sol entra a zero grau de Áries.
Esse mapa não é necessariamente o único. Se o ascendente da carta de ingresso recebe um signo cardinal (áries, câncer, libra e capricórnio), devemos fazer quatro mapas para o ano. Se for um signo mutável (gêmeos, virgem, sagitário e peixes), dois mapas. Se for um signo fixo (touro, leão, escorpião e aquário), apenas um mapa. Os mapas além do ingresso de áries devem ser realizados quando o sol entra nos solstícios (câncer e capricórnio) e no equinócio de outono ( libra). Ou seja, se o ascendente do ingresso for Áries, eu preciso fazer mais três cartas: uma no solstício de verão do hemisfério norte (0 de câncer), outra para o equinócio de outono (libra) e outra para o solstício de inverno (0 de capricórnio).
Felimente só precisamos de um mapa para analisar como começa o ano astrológico no Palácio do Planalto, já que um signo fixo ascende. Após verificar isso, sou levado a observar os planetas mais poderosos da carta – os angulares. E eis que encontro señor Saturno numa das casas mais poderosas do mapa!
Saturno em Leão, um maléfico em detrimento – péssimo caráter – e grande poder para agir, já que é angular. Por estar na casa X, representa o nosso presidente. Saturno rege as casas três e quatro. Uma eventual crise no Palácio da Alvorada, que repercute nos assuntos de casa quatro e três – as terras, agricultura e os recursos minerais do país, além do sistema de transportes e as relações com países vizinhos ao Brasil. Saturno da dez está em oposição a marte, regente da casa 1, denotando que o povo se voltará contra o seu presidente. Marte, enquanto significador primário de violência, fala de um provável risco do presidente sofrer um atentado. Toda a configuração pode ser salva por Júpiter na casa dois, e grande parte da malícia do presidente é melhorada pela trígono que Júpiter manda a Saturno em Leão. Um maléfico em detrimento que recebe um trígono tem sua malícia abatida. Poderia dizer que Lula seria muito mal-caráter esse ano, mas Júpiter em trígono com Saturno refrea minha língua…
Um maléfico na casa dez fala a favor de um governo corrupto, mas isso no Brasil é até um pleonasmo… Nesse caso temos de adaptar a interpretação ao contexto brasileiro. Esse Saturno fala de algo pior do que as usuais pastas rosas, dossiês pizza-delivery, mensalões e mensalinhos… Uma crise política que compromete o patrimônio nacional e a relação com os vizinhos! Felizmente, Júpiter abranda esse mal.
Morin de Villefranche diz em sua obra que Saturno em Leão representa a pessoa que experimenta a subida ao poder, mas tem uma queda trágica. Seguindo esse viés, uma grande crise política pode se instalar novamente, que culminaria com um possível impeachment logo no primeiro ano de mandato do nosso querido presidente reeleito. O que abranda- e muito – esses sinais é o trígono com Júpiter… Dessa vez não envolve os parlamentares, pois a casa nove está ausente da configuração. Especularia aqui um esquema de corrupção envolvendo o Ilmo. Sr. Lulalá, mas pelas casas envolvidas (principalmente a três, regendo nossos vizinhos), pressinto uma crise diplomática.
Ressaltei tanto Júpiter, mas ainda nem sequer o delineei. O grande benéfico, especificamente nessa figura, fala de uma situação excelente para o patrimônio Brasileiro. A casa dois representa o dinheiro que circula, bens de consumo. A situação vai bem, moderada, tranquila, e ajuda muito o setor de entretenimento do ano, além das relações que o Brasil tem com o exterior – a casa cinco, regida por Júpiter, fala ao mesmo de dois assuntos um tanto díspares, entretenimento, cultura e embaixadores! Talvez as relações diplomáticas brasileiras diminuam as consequências das besteiras que Lula disser contra nossos vizinhos. Saturno representa ignorância e servidão, e na casa dez se aplica perfeitamente ao nosso presidente metalúrgico!
O tempo dirá, mas esse Saturno na casa do rei promete escândalos alla Fernando Collor de Melo!
Rodolfo Veronese não estranhou a própria interpretação da carta de ingresso para 2007 até a parte do atentado a Lula… Será?
filosofia e astrologia
É comum atualmente associar-se uma filosofia a astrologia para justificá-la perante o raciocínio moderno. Mais comum é vê-la de mãos dadas ora com Jung, ora com Freud. Vocês mesmo perceberão que o autor do blog recorreu a Freud para explicar um ponto no mapa chamado Almuten Figuris, há alguns posts atrás.
Essa constante recorrência a conceitos modernos negligencia algo importante sobre a astrologia: o modo como os constituintes dessa ciência (planetas, signos, casas, números, elementos) estão dispostos traz em si uma filosofia e religiosidades inerentes. O conhecimento desses saberes antigos poderia nos ajudar a entender como deveríamos encarar a astrologia, antes de criarmos mais um raciocínio baseado num filósofo moderno. Uma vez sabendo o que cada elemento representa, saberíamos o que esperar do céu com maior exatidão. O que se faz hoje em dia é se desfazer da tradição interpretativa astrológica em prol de uma filosofia que levante o estandarte dos conceitos modernos (dentre eles o livre-arbítrio), porém mantém-se toda a estrutura anterior – planetas, casas e signos – quando na verdade se cria uma grande incoerência entre o discurso e a estrutura!
Então qual seria a filosofia e a religião por trás da astrologia? Essa resposta pode ser encontrada no hermetismo e no Egito!
A associação entre o Egito e a astrologia não é nova, mas as mais recentes traduções de livros antigos reavivaram essa associação. Vettius Valens é o registro mais antigo de uma prática astrológica grega. Em diversos trechos de sua Antologia, ele cita trechos do que seria um livro de astrologia, cujo autor seria um “Rei”. Não há explanação maior do que essa em seu tratado, mas, para alguns tradutores, esse Rei nada mais foi do que um Faraó!
Se você está interessado no que seria o “Hermetismo”, procure no site de Robert Zoller, postado no link ao lado. Seus artigos são baratos (cerca de dez reais), e vão lhe dar uma bons resultados de estudos da história da astrologia.
Rodolfo Veronese é um futuro médico que acha prescindível conhecer psicologia analítica e filosofias pós-modernas para se estudar astrologia.
como se aprende astrologia?
Não atualizo esse blog há um certo tempo. Estou numa fase de transição para um site. Pra ser franco, do site só criei a imagem inicial, rs…
Mas a astrologia… Que pergunta! Como praticá-la? Seria o autor do blog um guru que pratica meditação transcedental e já frequentou o caminho de Santiago para ler um mapa? Astrologia compete com a religião de alguém?
Todas as respostas são escolhas dentre um emaranhado de idéias. Não pretendo ser um dogmático de visões cristalizadas, mas também não sou alguém sem nenhuma resposta construída sobre o tema. Astrologia é um saber, e como todo requer estudo. Falo pelo menos da astrologia medieval: estuda-se, e muito. Nossa conduta é bastante similar a de um acadêmico: artigos, livros, novas traduções, congressos. E por quê?
Quando vemos o mapa, não entramos em um transe místico dependente de alucinógenos. Nossa análise é um julgamento, e como todo, precisamos de provas, testemunhos. Quanto maior o número de testemunhos, maior a nossa certeza com o terreno que estamos lidando. O conhecimento além da camada superficial dos livros de iniciantes nos permite julgar o que causa uma certa irritação nos iniciantes: por que posicionamentos “idênticos” geram resultados diferentes, e, em alguns casos, opostos? Alguém pode criar uma resposta filosoficamente correta para isso. Talvez cada um viva seu mapa de um modo particular, mas se isso fosse inteiramente verdade, não poderíamos prognosticar nada, então uma eventual filosofia “livre-arbitrarista” aqui não responde a questão.
Para sabermos o modo pelo qual um planeta se comporta é que estudamos, por que existem inúmeras maneiras de se analisar um planeta, que interferem no julgamento final.
Recomendo – Astrologia Horária on line.
O site do astrólogo medieval Paulo Silva é o único em português que dispôe de inúmeros artigos e estudos para os interessados perceberem o poder dessa ferramenta, reavivada na contemporaneidade. Agora, o site dispõe de um serviço chamado de “Astrologia Horária”, um ramo da medieval que se preza a responder qualquer pergunta, levantando-se um mapa no momento em que o astrólogo entende a questão.
Paulo Silva não revela detalhes pela modéstia, mas eu, enquanto amigo dele, posso assegurar de que, após todos os cursos e as melhores qualificações que um astrólogo pode obter (estuda-se e MUITO), ele nunca errou uma horária sequer. E eu sou testemunha disso: ele me disse que eu não reprovaria em Ginecologia e Obstetrícia, numa época onde tudo apontava para isso. E acertou!
Basta escrever sua pergunta, acertar o modo de pagamento, e enviar no e-mail do site.
Recomendadíssimo!!!
Da determinação tríplice dos planetas
Um planeta está determinado a três casas ao mesmo tempo:
1 – À casa na qual se posiciona;
2 – Às duas casas que rege.
Na prática, nós vemos que 1 guarda relação com 2, mas 2 não guarda necessariamente relação com 2. O que significa isso?
Se eu tenho Saturno na casa 7, ele está determinado a parcerias. Se Saturno rege as casas 10 e 11, a vida social e a profissão estão ligadas ao casamento do nativo. Dessa forma, 1 (posição) se liga a 2 (regência).
O fato de Saturno reger as casas 10 e 11 ao mesmo tempo não significa que haja uma grande relação entre essas duas casas. Pode até haver, mas o link seria mais forte se o regente da 10 estivesse na 11, e vice-versa.
A dupla regência de um planeta sempre foi o assunto mais confuso para mim. Mas a saída reside na separação dos assuntos. Todos os astrólogos nos estimulam a fazer conexões criativas, mas aqui um pouco de “desassociação” cai bem. No exemplo de Saturno, eu devo analisar a casa 10 e a 11 separadamente, senão há de se formar um murundú mental.
Almuten Figuris
Eu gosto de abordar astrologia medieval de um modo bastante prático. Dispensarei as considerações filosóficas por trás desse ponto para dizer a minha opinião sobre o que ele representa, não sem antes dar uma breve explicação da teologia medieval, necessária ao entendimento do ponto.
Segundo os pagãos, cada homem na terra possui uma entidade, de quem recebe proteção. A proteção mediada por esse “espírito” vem por intermédio de “sugestões intelectuais”: como se uma pessoa suspirasse em nossos ouvidos um conselho.
Apesar dessa entidade ter uma constituição tão elevada e dominante sobre o nativo, ela pode provocar, com seus “conselhos”, um comportamento compulsivo frente a todos os desafios que a vida impõe. Sem perceber a si mesmo, ou a essa entidade, o nativo pode repetir os mesmos comportamentos, ter a mesma postura frente a questões diferentes, que poderiam ser encaradas de um modo mais flexível.
Pelo fato dessa entidade “gerar” um comportamento compulsivo, que coopera para a proteger o nativo de ameaças, mas sempre com a mesma resposta, não creio que o Almuten Figuris seja sempre bom. Na verdade, é o conhecimento do que essa entidade representa que permite ao indivíduo se libertar do seu fado. E aqui entra uma estranha ponte entre a astrologia medieval e a psicanálise do século XX.
Um dos constituintes da teoria freudiana é a repetição de comportamentos, com o intuito de gozarmos, mesmo que essa repetição seja executada sobre uma postura socialmente inaceitável. Excetuando-se as considerações do princípio do prazer freudiano, é exatamente isso do que o Almuten Figuris trata.
Todas essas entidades, principados, potestades, legiões celestiais, hoje são internalizadas pelo homem moderno, e encaradas como “projeções de arquétipos do inconsciente coletivo”, ou seja lá qual teoria psicológica que você escolher para explicar essa rica elaboração de personagens que habitavam (e habitam) o imaginário humano. Dentro ou fora de nós, não importa: esses seres são elementos da psiquê humana que merecem nossa atenção, pois representam comportamentos que procuramos dissecar, a fim de que não possamos repetí-los.
Por essa razão, o conhecimento do Almuten Figuris (AF) é importante. Ele nos diz o “eterno retorno”, não no sentido filosófico da expressão, mas sim no sentido de sempre voltarmos aos mesmos comportamentos, sejam eles bons para nós ou não. Em todos os AF de todos os seres humanos reside a repetição, um comportamento automático para defesa pessoal, uma reação de “luta ou fuga”.
Quando tomarmos conhecimento dos nossos AF, teremos a opção de nos desvencilharmos deles. Os pagãos concordavam que o AF desistia de proteger o nativo uma vez em que ele se ligasse a um Deus maior, mais poderoso.
O que é esse Deus pra você? A noção de indivíduo? Jesus Cristo? Buda? Que “divindade” permite a você rasgar seu fado?