Astrosphera

Ancient astrological technics uncovered.

Archive for November, 2006

Astrologia moderna versus astrologia medieval

Quanto aos significados essenciais de cada planeta: A astrologia moderna enfatiza o que um planeta significa essencialmente. Há uma tendência clara a ignorar o que Morin de Villefranche chama de determinação local. Por exemplo: para os modernos, independentemente da posição por casa (a determinação local), mercúrio sempre será comunicação e intelecto. Para um astrólogo medieval, mercúrio terá uma participação nisso, por que ele é o significador essencial de intelecto, mas também terá outros papéis em nada relacionados a mente do nativo. Por exemplo, se mercúrio estiver na casa sete, e não tiver relação nenhuma com a casa 1, ele descreve as parcerias que o nativo faz. Essas pessoas são “mercuriais”: podem ser intelectuais ou enganosas (a depender se mercúrio é maléfico ou não).
Quanto às técnicas preditivas: os astrólogos modernos confiam exageradamente nos trânsitos, mais até do que nas revoluções solares ou nas progressões. Na astrologia medieval, um trânsito seria a última técnica a ser observada, e mesmo assim ela tem importância apenas no contexto da revolução solar e dos ingressos (a entrada de um planeta no próximo signo). O grande erro dessa aboradgem é esperar uma bala de canhão de uma configuração que representa um tiro de estilingue: de fato, os efeitos dos trânsitos são muitas vezes aparentes, mas seu impacto dependerá em muito da confirmação de outras técnicas preditivas.
Quanto à filosofia subjacente na manifestação do planeta: Por não se fiarem no que o planeta representa por determinação local, os modernos cultivam a idéia de que a manifestação de um astro depende da cultura na qual o indivíduo está inserido. Para um astrólogo contemporâneo em contato com técnicas medievais de interpretação, esta é uma idéia razoável, mas como tudo que há abaixo do sol, não é nova. Existem claras indicações nos textos antigos de que a interpretação do mapa deve dar lugar a considerações sociais para um julgamento coerente. Abu Ali Al Khayatt, em seu livro “The Judgement of Nativities” (traduzido por James Holden, AFA, Temple, Arizona) no capítulo que ensina a encontrar sinais se o nativo será um rei ou pessoa influente, exorta ao leitor que esses testemunhos (expressão comumente utilizada, que se refere às configurações celestes representadas no mapa natal) devem ser ponderados com a constatação de que o nativo é de linhagem real ou não. Ou seja, se no mapa do Príncipe William, filho de Lady Di, há os sinais descritos por Abu Ali, isso fala a favor de que ele ocupará o trono no lugar de Elizabeth.
Apesar do “argumento sóciocultural” acima se encontrar no aparato filosófico medieval (o texto de Abu Ali data do século nove d.C.), os astrólogos antigos se fiavam nele com uma intensidade menor que a verificada atualmente. Mais proeminente do que o argumento cultural, havia a crença subjacente de que muitas características do nativo poderiam sim ser encontradas no mapa natal, incluindo condutas imorais. Enquanto um astrólogo moderno como Charles Harvey fala que o modo como Charles Manson (famoso nos EUA por manter reféns numa casa e matar cerca de trinta pessoas) usava seu Marte (agressividade) dependia unicamente do modo como ele fora criado, do seu ambiente sociocultural, astrólogos medievais buscariam no mapa dele sinais de crueldade e violência pela análise do estado cósmico de marte: que casas ele rege, qual é o seu dispositor, dentre outras técnicas.

Essas idéias entram em choque com muitos paradigmas modernos, e a estatística tem um papel importante nisso: para o homem moderno, não faz sentido um sinal representar somente apenas um tipo de evento para milhões de pessoas que nascem ao mesmo tempo. Esse argumento, embora contundente por apelar ao bom senso e ao livre arbítrio que afirmamos possuir, esbarra no desconhecimento da mecânica celeste. Uma pessoa que nasce em Bombaim terá um mapa diferente de um carioca nascido simultaneamente, pois as determinações locais dos astros nos dois mapas natais são diferentes. Mercúrios, martes e luas, apesar de se encontrarem nos mesmos signo e graus em ambos os mapas, estarão em casas diferentes, tornando quase impossível a analogia entre as duas vidas.

As idéias desenvolvidas contra a determinação absoluta dos corpos celestes são frutos da revolta contra uma produção astrológica que marcou grande parte do século vinte e dezenove, na qual se enfatizava apenas os aspectos entre dois planetas como determinantes de tabus, como a sexualidade. Reputava-se a aspectos como vênus em quadratura com Saturno a representação de tabus como homossexualismo. De imediato, percebe-se a impossibilidade dessa proposta, pois ela consiste num julgamento demasiadamente simplificado, que gerou erros recorrentes de interpretação por toda uma era, além de constrangimento dos portadores do aspecto! A depender das casas ns quais vênus e saturno se posicionam, conflitos mundanos sem relação alguma com sexualidade podem se desenvolver na vida do nativo. A revolta dos astrólogos modernos é claramente compreensível, se entendermos quantas pessoas foram injustiçadas nesse século com um julgamento infeliz dos aspectos natais, fomentado pela “astrologia científica”.

Devemos manter a humildade frente a um potencial ainda não desbravado da astrologia medieval e clássica. Decretar o indeterminismo do modo como um planeta se manifestará é uma atitude tão dogmática quanto crer que tudo pode ser encontrado no mapa natal. Parafraseando Steven Birchfield, eu lamento por todos que criticam o determinismo da astrologia medieval, por que de fato ele nunca existiu, e tampouco foi advogado pelos praticantes da arte. Encarava-se o mapa natal como uma promessa, que deveria ser confirmada por técnicas preditivas, principalmente revoluções solares. Como toda promessa, ela se realiza ou não.

O Significador Profissional

Há uma sequência de regras para se encontrar o planeta que representa o ofício do nativo, um grande algoritmo, como em todas as técnicas medievais, mas a primeira coisa que temos de perceber é a angularidade dos planetas, não por casa, mas por signo.
Como essa é uma técnica anterior a criação do sistema de casas quadrantes, aqueles que usamos comumente hoje (koch, placidus, regiomontanus, etc.), devemos refutá-los em favor de um sistema de casas contemporâneo a ela. Recorre-se, portanto ao sistema signo = casa. Nele, o ascendente indica qual é a primeira casa, que compreende todo o signo tocado pelo ponto. Nesse sistema, qualquer planeta no primeiro signo pode ser dado como angular, e pertencente a primeira casa, por mais que ele esteja na casa 12, de acordo com os sistemas de casa atuais.
Na astrologia medieval, somente mercúrio, vênus e marte são significadores profissionais. Júpiter e Saturno não representam ofícios, mas podem qualificá-los por aspecto ou se estão fortes na carta. Júpiter contribui com luxo e filosofia, saturno com trabalho duro, em condições difíceis (exemplo: trocar a noite pelo dia em plantões). Um saturno angular em signos de terra na quarta casa, contudo, falaria a favor de uma vida agrícola, mas o modo pelo qual ela se relacionará com a terra depende em muito se vênus, marte ou mercúrio é o significador profissional dela.
Em mapas onde há planetas angulares, fica fácil perceber qual é o planeta que representa a profissão, porque a primeira coisa a se checar é a presença de planetas no ascendente. Não havendo, procuramos no Meio do Céu, em seguida, na casa 7 e finalmente no fundo do céu. Caso haja uma vênus angular no primeiro signo=casa, seguida de um mercúrio na casa 4, o nativo terá mais de uma profissão, até que se decida por uma delas, mas sem dúvida, nesse caso, o ofício venusiano é o mais forte.
Na figura 1, é facílimo perceber que marte é o significador profissional do nativo. Ele seria um guerreiro. Marte lida com guerra, lâminas, fogo (incluindo raios-X), ou perigo de vida, o que hoje chamaríamos, com eufemismo justificável, de adrenalina. Após constatarmos isso, devemos estreitar o que marte representa, analisando outras coisas, dentre elas:
1 – As casas que o significador profissional rege;
2 – Se o significador é aspectado por algum planeta;
3 – As casas ocupadas pelos planetas que aspectam.

Voltando a figura 1, marte rege as casas 03 (veículos, viagens pequenas) e 10 (fama, governo). Note que não há planetas angulares além dele. O primeiro aspecto que a lua pré-natal (no mapa – SAN) fará é uma oposição ao sol, regente da três (carros, viagens) e significador essencial de fama. Perceba que o sol não diz nada sobre a vocação do nativo, mas contribui com seu testemunho para dizer as circunstâncias que cercam sua profissão. O mapa pertence a ninguém menos que Ayrton Senna.

Segundo Bonatti, se há um maléfico elevado (em casas mais altas) em relação ao significador profissional, podemos esperar algum prejuízo ou difamação decorrente da profissão, principalmente se ele (o maléfico) está na casa 1o ou 1. Seguindo estritamente as regras, não é esse o caso aqui, pois saturno, embora mais elevado que marte, está na casa 12. Ele deveria estar forte para agir com sua natureza destrutiva, e sabemos que a cadência impede isso. Todavia, ao mesmo tempo que marte significa a profissão do nativo, ele é um maléfico, e se encontra na 1! Marte cumpre um papel ambíguo aqui. Ele é, ao mesmo tempo, significador da profissão e maléfico que prejudica o nativo (casa 1). Apesar da ambiguidade, foi justamente o que aconteceu: aquilo que Senna fazia de melhor o levou a morte, cercado de um mistério mal-resolvido até hoje: a causa de marte é saturno, seu dispositor, que se encontra no décimo segundo signo, inimigos secretos, ou segredos.
No exemplo 2, se resolvêssemos adotar um sistema de casas recente (quadrantes), ele esconderia a evidência mais importante: mercúrio estaria na casa 09, quando na verdade pertence ao décimo signo, libra, e portanto é angular.
Nesse mapa percebemos o quanto os aspectos ajudam a estreitar o raciocínio do planeta profissional. Mercúrio rege uma gama extensa de profissões, incluindo médicos, comerciantes e professores. Afinal de contas, com mercúrio profissional, o que o nativo faz?
Note que mercúrio rege a casa nove, e se posicionaria nela no sistema de casas quadrantes (o mapa foi preparado propositadamente no sistema de signos inteiros), e por isso pensei a primeira vista que o nativo seria um professor, ainda mais que pela posição mercurial em signo de ar, humano. Libra também é um signo equinocial, que segundo Ptolomeu, “conduz a traduções e a várias interpretações da Geometria”. Concluí que o nativo poderia ser um professor universitário da área de ciências exatas, notadamente engenharia, por que mercúrio se separa de uma conjunção com marte, significador de corte e instrumentos pesados.
Existiam, contudo, outros fatores que me levaram a descartar a idéia de engenharia: a lua está em touro, na casa cinco, aspectando mercúrio, ainda que fora de signo. A conjunção com marte não se mistura a profissão: marte aqui representa problemas. A conjunção é um aspecto tenso, pois envolve a combinação de duas qualidades primitivas opostas, onde uma tenta reprimir a outra. Mercúrio é frio e seco, ganha umidade pelo aspecto com lua e pela presença em libra, e tem de lutar contra a natureza cortante de marte na conjunção. Um trígono ou sextil de marte falaria muito mais a favor de uma ajuda, e é o que a lua faz aqui: ela sai de Touro e se aplica a mercúrio em trígono. A lua está na casa 5 (sexo, diversão). O primeiro aspecto que a lua pré-natal faz é a júpiter. A palavra “luxo” veio a minha cabeça.
Se enumerássemos todos os testemunhos da análise, perceberíamos o seguinte:
1 – Mercúrio tem a ver com tradução e está numa casa que lida
com estrangeiros
2 – A lua aspecta mercúrio e se encontra na casa 5,
diversão
3 – Júpiter é o primeiro planeta aspectado pela lua pré natal
- luxo e a sua posição na casa três falaria também a favor de viagens e veículos.

Toda a análise acima não é mais uma das velhas “constatações após o fato” tristemente encontradas nos livros de astrologia hoje. Da pessoa analisada, eu sabia somente que tinha perdido o emprego (que não foi descrito), e se encontrava doente, mais nada. Ao ler os testemunhos acima, tentei sintetizá-los numa profissão tangível. Pensei que a pessoa poderia ser um guia turístico, e mandei minha análise a um amigo que a conhecia. E qual não foi a minha surpresa ao receber as congratulações: a pessoa não era necessariamente um guia, mas trabalhava na rede hoteleira, executando todas as representações planetárias acima!

Astrologia medieval funciona muito bem, obrigado!

Marte, Casa XII e as drogas

Na Astrologia dos séculos XX e XXI, o planeta vermelho foi domesticado. Só se atribui a energia marciana a esportes e pequenas contendas. Ele virou uma energia pequena, e hoje se reputa o caos a Urano. O caráter destrutivo de Marte foi esquecido.

Marte em mal estado sempre foi interpretado como algo poderoso, destrutivo e descontrolado, principalmente em mapas diurnos, pois de dia não se moderam suas qualidades quentes e secas, estas ficando poderosamente enfatizadas.

Existem outras nuances dadas a marte que foram perdidas no tempo, porque a astrologia psicologica usa o mapa todo para delinear o comportamento, o contrário do que ocorria antigamente, quando descrições complexas de comportamento eram atribuídas a apenas um ou dois planetas.

Apesar da discrepância entre o antigo e o novo, muitas reflexões pós-modernas sobre o que Marte representaria podem nos ajudar a entender o que ele representou para os astrólogos medievais, e o melhor: essas descrições podem ser usadas até hoje, com as devidas adaptações culturais.

Para os psicólogos, marte representaria uma instância psíquica na qual tentamos conseguir tudo o que desejamos, o quanto antes possível. É o significador principal de impaciência e competitividade. É simples ligar essas características a um ato que seria a demonstração do seu excesso: assassinatos e roubos.

Marte na casa 12 em mal estado cósmico, se determinado a casa 1, pode representar que o nativo possui um comportamento auto-destrutivo. Tenho visto esse posicionamento em usuários de drogas e bebedores pesados. Marte na seis tendo relação com a casa 7, fala que o parceiro(a) possui esses hábitos. A impaciência e o desejo marcianos, quando determinados à casa da auto-destruição, toma a forma de comportamento compulsivo. Em menor grau, não necessariamente indica dependência, mas pode representar que o nativo faz algo para saciar seu desejo escondido dos demais (casa 12).

Mas as razões para atribuirmos drogas a marte podem ser mais simples do que a abordagem psicológica. O pequeno maléfico sempre teve relação com o fogo e materiais cortantes, além de todo o processo que lide com esses materiais, dando vazão a um´grandioso número de profissões e objetos que podem se relacionar a marte: de cozinha a engenharia química. Experimente pedir a quem tem marte na casa um para cozinhar. Você pode se assustar com a sua perícia! Ele lida de um modo excelente com facas e fogões.

Dentre os objetos acima citados, encontramos produtos químicos e injeções. Ao percebermos a determinação marciana por posicão na casa 12, e por regência a casa 1, podemos verificar se isso é literal na vida do nativo: ele (1) usa essas coisas (marte) contra si mesmo (12).

Estaria na expressão “usar contra si mesmo” um juízo de valor preconceituoso contra as drogas? Se elas dão prazer, e podem ser usadas com cautela, não deveriam ser representadas pela casa 5? Ou seja, atribuir “drogas” a casa 12 seria condenar essas substâncias a ilegalidade, mesmo quando elas podem ser usadas por alguém e esta pessoa manter sua vida normal?

Não tenho experiência para responder agora a essa questão. A casa 12 pode ser lida não somente como coisas ilegais: ela representa coisas escondidas, e não podemos ter idéia se alguém é usuário de drogas apenas pela sua aparência. A casa cinco envolve coisas escondidas também, pois sexo virou um tabu e hoje é compartimentalizado num local propício a ele, o quarto.

Há diferenças significativas entre a casa cinco e a doze, capazes de dissipar nossa dúvida recém-criada: atribui-se a última casa toda a sorte de comportamentos e condições sociais que podem ser reduzidos às expressões “misantropia”, “sarjeta” e “falta de dignidade”. Perceba que esses conceitos passam longe dos significados usuais da quinta casa, na qual enfatiza-se o prazer e a criatividade.

No momento atual, creio que se as drogas levam o indivíduo a fazer coisas escondidas e a “sarjeta” o encontra, não vejo casa melhor para representá-las do que a 12.

Os elos perdidos na interpretação.

Sempre sinto que posso encontrar mais coisas no mapa natal. Creio na sua limitação, mas acima de tudo acho que sou mais limitado do que ele.

As possibilidades de se encontrar elos entre duas casas estão diante dos meus olhos, mas, tal qual uma camuflagem, não percebo ainda facilmente. Recentemente, contudo, descobri uma maneira de tornar essas ligações mais fáceis.

Vamos pegar um exemplo. Júpiter está no oitavo signo do meu mapa natal, Escorpião. Podemos
encarar que ele, devido a esse posicionamento, também se encontra na oitava casa a partir do meu ascendente, isso se usarmos o sistema de signos inteiros, como demonstrado na figura (pelo sistema de casas quadrantes, meu júpiter seria de casa sete).

Júpiter nesse caso tem relação com a minha casa quatro por exaltação, pois o quarto signo é Câncer. Ele descreve, portanto, alguma atividade do meu pai. Contando-se a partir da casa paterna, a casa oito torna-se a quinta na ordem antihorária. (Para quem não se acostumou com a derivação de casas, esse será um bom exemplo).

Ter Júpiter nessa casa implica dizer que um prazer do meu pai (5 da 4) envolve coisas jupiterianas – que transmitam paz e sabedoria.

Isso é tudo que podemos abstrair da configuração acima? Se você me perguntasse isso há meses atrás, eu lhe diria incerto que sim, e até já acharia suficiente, porém há algo que não foi desbravado, associado ao que está acima, e permeia o mapa inteiro: São os elos entre as casas, dos quais falarei agora.

A regra, se é que podemos chamá-la disso, envolve o seguinte:


“Ao usarmos um planeta para delinear uma casa na qual ele tem alguma dignidade igual ou menor a quatro virtudes (exaltação, triplicidade, termo e face), devemos nos lembrar das casas que ele tem domicílio. A seguir, associamos as duas casas na interpretação.”


Parece confuso, mas voltemos ao exemplo.

Já delineamos que os hobbys do pai são jupiterianos. Júpiter se associa a casa do pai por exaltação, mas ele tem relação de domicílio às casas natais 9 (religião do nativo) e 12 (confinamento, auto-negação, inimigos secretos, mas por derivação – a religião do pai. – casa 9 a partir da 4). São essas casas que devemos ligar aos hobbys do pai!

Quando percebi essa relação, uma coisa familiar saltou-me aos olhos com estupenda facilidade: um dos grandes prazeres do meu pai é cantar músicas evangélicas. As músicas são suaves e sempre transmitem uma sensação de paz e fé de que há um Deus que cuida de nós – lembre-se de que Júpiter se determina ao meu mapa pelas casas 9 e 12, e portanto não haveria de ser outra coisa senão como relativa a função espiritual.

Essa pequena lição me valerá para todas as interpretações que se seguirão em minha vida de astrólogo. Foi muito bom perceber que as casas não são dissociadas, e que existem muitos mais elos do que simplesmente a associação encontrada da presença do regente de uma casa em outra.

Olhe para o seu mapa, e encontre os elos! Mais cedo ou mais tarde, descobrirá coisas estranhamente familiares… Essas coisas serão na sua vida mais uma interpretação após o fato, mas quando você aplicar tais associações nos mapas de outras pessoas, elas se espantarão…

Vamos nos mudar até junho de 2007?

Recentemente um amigo meu fizera uma pergunta interessante, se ele e sua irmã se mudariam até julho de 2007, devido a problemas com vizinhos e na estrutura da casa.
Para analizarmos mudanças via astrologia horária, temos que ler o capítulo XXXV do livro Christian Astrology, de William Lilly, que diz o seguinte:
  1. A casa 1 representa o querente, a casa 4 representa o imóvel atual e a casa 7 representa a próxima casa;
  2. Devemos analisar qual regente é o mais forte no mapa, se o quarto ou o sétimo, e se eles mantém alguma recepção com a lua ou o regente do ascendente, que representam o querente.
  3. O regente mais forte no mapa (ou o menos fraco) com alguma recepção ao regente diz se o nativo se mudará ou não.

Perceba que o regente da casa 4 é o mesmo que o regente do Ascendente. Quando isso acontece na figura, há duas opções a meu ver para evitar confusões:

  1. Usamos a lua para representar o nativo;
  2. Verificamos se há um planeta na casa quatro, usamos esse para representar a casa atual e usamos o regente do ascendente para representar o nativo.

Chamemos as duas hipóteses de Caso 1 e Caso 2.

Caso 1

Sendo a lua representante do querente, ela está em libra na casa quatro, dizendo que o querente ama o seu prédio atual, o que não se adequa às descrições por ele oferecidas – o nativo criou repulsa pelo lugar devido aos vizinhos, arruaceiros contra os quais entrou na justiça. Este apartamento é representado por mercúrio, que está em escorpião, é recebido por marte mas entrará sob os raios do sol, representando os vizinhos do nativo (casa 3). As coisas piorarão com o tempo. Nesse contexto, o regente da casa 7, a próxima residência, está bem pior do que o regente da 4. Com Sagitário na cúspide da 7, Júpiter rege o imóvel almejado, mas esse se encontra em combustão.

Conclusão: pelo Caso 1, o nativo não se mudará até a data almejada – junho de 2007.

Caso 2

Aqui mercúrio representa o nativo, e a lua representa a casa quatro. Nesse caso só se reforça o contraste entre a qualidade da residência atual e a da próxima, por que a lua se encontra em libra, angular, e mercúrio se encontra em escorpião, na queda da lua, indicando que o nativo odeia sua residência atual., o que me leva a pensar que o caso 2 é mais plausível.

Tanto nesse caso quanto no outro, Júpiter está em combustão, e rege a próxima residência. Além da combustão, há algo a ser reforçado aqui – ele está cadente dos ângulos, uma alfição para o planeta.

Conclusão: no caso 2, o nativo também não se mudará até junho de 2007.

como um planeta em detrimento pode funcionar

A primeira pergunta quando examinamos um planeta é: o que ele promete? Evidentemente, a promessa é descrita pela combinação signo – casa – e o mais importante: a natureza do planeta, que nunca muda. Os aspectos que o planeta recebe apenas indicam coisas que auxiliam ou impedem sua manifestação.

Um planeta em detrimento não tem forças para produzir o que ele promete. Associado a essa deficiência, há o que chamo de “efeitos colaterais”, problemas gerados quando o planeta tenta supercompensar a fraqueza.

Há um exemplo dessa lua muito perto de mim, que foi essencial para perceber tudo que aprendi nos livros de astrologia tradicional. Uma amiga minha possui a lua em queda (escorpião) como regente da casa 1, e determinada a casa sete por signos inteiros. A descrição que se segue só encontra similaridade às pessoas com a lua em Escorpião possuindo alguma determinação a casa 1, seja por regência ou posição.
A lua promete nutrição emocional. Se uma pessoa tem a lua em escorpião, ela não consegue a nutrição adequada. Sinto na minha amiga um grande medo de perder as pessoas com as quais mantém intimidade. Para compensar isso, ela cria laços simbióticos com as pessoas ao redor. Tais laços são tão fortes que acabam por sufocar as pessoas envolvidas. Ao final do processo, a lua em escorpião consegue o que mais temia: perder a amizade. Esse é o efeito colateral do planeta em queda ou detrimento.

Para compensar a debilidade planetária, aspectos podem ser úteis, mas além disso é funcamental analisar o dispositor, que consiste no regente do signo ocupado pelo planeta analisado. Se uma pessoa tem a lua em Escorpião, a análise do seu dispositor – Marte – será útil para perceber se as coisas significadas pelo planeta vermelho podem ou não ajudar na questão. No caso da minha amiga, marte está aflito por Saturno e em detrimento na casa seis. Para ela, uma rotina massacrante não ajuda a tapar o buraco da sua carência emocional.

É algo a se questionar, se o planeta em detrimento pode prejudicar os planetas envolvidos por aspecto ou conjunção. Não tenho uma resposta clara ainda. No exemplo acima, a lua em queda na 7 faz conjunção com júpiter. É uma conjunção boa para ela, mas interrogo-me se o fato de estar em queda prejudica um pouco seus amigos. Se a resposta for sim, contudo, não creio que haja tanto prejuízo assim, devido ao fato de ambos serem beneficos (lua e Júpiter) regendo casas boas da figura. O contraste entre a qualidade primitiva quente de Júpiter, e o frio Lunar gera sim, um elemento de tensão dentro da associação benéfica. Seria um contraste entre a espera dela (frio – passivo) e a liberdade deles (quentura – movimento).

Observando sua história de vida, percebo rupturas que ela teve com alguns amigos(as), por eles(as) não corresponderem às suas demandas emocionais. Não vejo, em tempo algum, dano aos amigos, apenas eles se afastam quando extremamente cobrados pela lua. Sinto que os amigos percebem sua necessidade estremada de afeto, e não compactuam com ela, para o bem da nativa – lembre-se que júpiter é um benéfico, e nesta situação mantém sua natureza. Eles podem se afastar ou até estimular a independência da nativa. O aspecto com júpiter melhora a situação lunar. Ou seja, os amigos da nativa a ajudam, estimulando sua independência e curando as feridas de relacionamentos nos quais não encontra resposta adequada. Eles não se prejudicam nesta relação. A lua que prejudica a si mesma, gerando o afastamento das pessoas que ama devido ao seu comportamento dependente, e esse afastamento se dá com as casas e planetas com os quais ela está relacionada por aspecto e conjunção corpórea.

as invisíveis recepções

Sabe aquela quadratura entre saturno em peixes e marte em gêmeos? Saturno estava nos últimos graus de peixes, quase em Áries. Trata-se de uma grave aflição, e no exemplo acima a quadratura é angular. Como diria Robert Zoller, maléficos angulares são um problema. Explicarei mais sobre isso num próximo artigo sobre angularidade.

Se Marte estivesse no local de Saturno, ele teria a dignidade de triplicidade. Lembre que, segundo Dorotheu, marte tem dignidade de triplicidade nos signos de terra (touro, virgem e capricórnio) e água (câncer, escorpião e peixes).

A dignidade de triplicidade tem três pontos de virtude, comparada ao domicílio (5 pontos) e a exaltação (4 pontos). abaixo dela, há a dignidade de termo (2 pontos) e a de face (1 ponto). Domicílio e exaltação são dignidades maiores, enquanto triplicidade, termo e face são dignidades menores.

Pois bem, se no exemplo Marte estivesse no lugar de Saturno (27 de Peixes), ele teria a dignidade de triplicidade, mas ele pode ter outras “honras” no mesmo local sem que saibamos disso.

Para conferirmos com certeza a força que Marte teria em 27 de Peixes, consultamos uma tabela de dignidades essenciais, disponível no site Astrologia Medieval, de Paulo Alexandre Silva.

Ao consultar a tabela, percebemos que marte possuiria em 27 de peixes, além da dignidade de triplicidade, a dignidade de termo e de face! Estaria muito dignificado.

O que isso significa? Saturno está num local onde marte é reverenciado, respeitado, e de uma certa forma, Saturno o honra estando nessa posição. Marte, então, ao realizar qualquer aspecto com ele, o recebe. Trata-se de uma recepção por dignidades menores, que acontece com perfeição se preenchidos todos os critérios do post anterior, mais o fato de que o planeta recebido precisa estar em duas das dignidades menores (triplicidade, termo e face) do planeta que o recebe.

Dessa forma, em 27 de peixes marte recebe Saturno. A quadratura perde sua hostilidade, e os assuntos que marte e Saturno representam juntos chegam a perfeição.

A doutrina da recepção.

Este assunto é um tanto polêmico, como é a questão do sistema de casas e o celeuma das orbes dos aspectos.
Me parece que, numa astrologia que diagnostica sucessos, fracassos e mediocridades, a doutrina da recepção seria uma maneira de melhorar o estado cósmico do planeta e mostrar-nos o que realmente acontece conosco. Eu concordo com essa afirmação, mas o grande problema da recepção é aceitar que nem sempre ela funcionará! É aqui que todas as ilusões são dissolvidas pelas regras da arte.
Talvez você tenha começado a estudar astrologia medieval e tenha se espantado com seu saturno na casa sete em leão, pois ele vaticina um casamento que pode não ir até o fim, e isso lhe desesperou, pois sonha em ver sua sua casa cheia de netinhos e sua velha assando bolos de chocolate.
Mas seu saturno em leão conta com um trígono ao Sol no signo de Áries, na casa três. Há esperança! Seu casamento pode ser salvo por coisas de casa três! Quem sabe, seu irmão aconselhará sua parceira a ficar. “Por favor, Claudete, fique. Amâncio o ama, eu conheço meu irmão. Ele nunca amou a ninguém como a você!”
Você passa algumas semanas cantarolando essa verdade pela internet, usa em clientes, tudo é maravilhoso com a recepção. Todos se salvam. A mulher que corria risco de perder o emprego está feliz pela horária que você fez, pela qual jurou de pé juntos que ela manteria o seu sustento graças a maravilhosa recepção entre a lua em leão e o sol em escorpião. A lua, representada pela querente, seria recebida pelo sol! Você dá um tapinha nas costas da cliente e diz: “Quem diria, hein? Por essa você não esperava!”
Semanas passam e você se acalma com essa verdade. Agora domina a leitura dos aspectos! Enfim, a astrologia não lhe parece tão fatalista, já que em inúmeras situações há recepção. Seus clientes podem dormir em paz. E agora que estuda astrologia medieval, descobriu que existe a recepção por triplicidade, termo e até mesmo por face! O mundo pode ficar mais tranquilo, pois há recepção!
Você até se esqueceu de que existe o fracasso, a perda e a não-realização, dimensões mais chatas da vida, mas sempre presentes. Como se todas as pessoas realizassem subitamente suas maiores fantasias. Que estranho, nem sempre foi assim, pois há pouco tempo atrás, quando você lia Liz Greene e Howard Sasportas e temia uma quadratura com Saturno.
Você acaba de encontrar uma racionalização para confortar seus clientes, chamada recepção. Infelizmente, como toda verdade construída para confortar as pessoas, mais do que prepará-las espiritualmente, isso pode acabarde um modo trágico: desilusão.
O telefone toca. Você atende e ouve, aos prantos, sua cliente da astrologia horária, em cuja pergunta constava a recepção entre o sol em escorpião e a lua em leão. Ela perdeu o emprego. Gradativamente, ela e seus clientes que receberam o dom celeste supremo da recepção passam a difamá-lo com seus fracassos – logo a você, que tinha uma recepção entre marte em libra e o sol em áries, lhe ajudando a fama! Mas como isso pode acontecer!?
Abatido, cansado, e deprimido, você pensa em largar a astrologia, mas ainda vê alguma esperança na astrologia védica e na Kaballah. “Quem sabe, as recepções funcionem no zodíaco sideral, você pensa”. Mas ainda há esperança.
Um belo dia, você entra num curso de astrologia medieval, dando o último crédito a ela. Chega de estudar astrologia em fragmentos dissonantes via internet! Dessa forma, vem parar nas suas mãos um artigo chamado “a doutrina da recepção”. Essas e outras leituras o ajudam a perceber seu erro! “Como fui tolo!” A recepção não funciona nessas condições:
  1. Planetas em detrimento ou queda;
  2. Planetas aflitos (qudratura ou oposição) por marte e saturno (sem recepção entre Marte/Saturno e o planeta, é claro);
  3. Planetas em combustão ou sob os raios do sol (orbe de 12 graus do Sol)
  4. Planetas retrógrados;
  5. Planetas cadentes;
  6. A mais difícil de perceber: aspectos no qual um se coloque na queda ou detrimento do outro.

Vamos ao exemplo da cliente, na qual havia o sol em escorpião em quadratura com a lua em leão. Se o leitor observou cautelosamente a lista acima, notará que esse caso pode ser enquadrado no item 6: O sol se encontra na queda da Lua.

Não existe melhor maneira de estudar astrologia senão personificando os planetas. Se mantermos isso em mente, tudo será mais fácil. O sol está num local onde odeiam a lua. Esta, em escorpião, seria tal qual um dirigente do Vasco da Gama na torcida do Flamengo. Em contraste, a lua em Touro seria Eurico Miranda recebendo honras da torcida pelo título do Campeonato Brasileiro.

Ou seja, se o sol está em escorpião, ele deseja estar entre os Flamenguistas. E isso é motivo de ódio para a Lua! Como pode o Sol não ser Vascaíno! Insatisfeita, ela contribui para destruir os assuntos que o sol representa! Definitivamente, não há recepção!

No mapa acima, percebemos que não há recepção entre marte e saturno. Apesar de não se localizarem em casas cadentes, marte está em detrimento, se juntando o senhor do local onde os habitantes o odeiam! Nessa união com Saturno, ele tentará de todas as formas destruir o que o lento planeta representa. Perceba que a conjunção depende da natureza dos planetas: um planeta quente e seco com outro seco e frio gera uma certa supressão de um pelo outro. Em outras palavras, não falamos de uma união estável: marte sempre pentelhará Saturno, atrapalhando o que este deseja produzir. No caso, Saturno tenta ser responsável com as Finanças (casa 2), mas vem marte (dinheiro feito via parcerias, pequenas viagens e irmãos) e tira um pouco do foco de Saturno. Eu já imagino Paula (a dona do mapa) pensando em juntar um dinheiro para suas férias, mas aí vem seu irmão e pede dinheiro emprestado.

Num próximo artigo, eu comentarei sobre as dignidades planetárias menores e seu uso na recepção. Você verá recepções eficazes onde nunca imaginou!

sobre as imagens que não aparecem – CLIQUE NELAS!

Os amigos notarão que algumas imagens não aparecem no blog. Ao invés disso, seus espaços ostentam cores neutras. Confesso não saber a causa desse “apagão”, mas enquanto não resolvo, sugiro que vocês cliquem nas imagens que desejam visualizar.
Quanto ao programa de computador que uso para fazer os mapas, por falta de espaço no computador de minha amiga (o qual na maioria das vezes é a central de criação dos meus posts), uso o que ocupa menor espaço, a despeito da sua interface de DOS. Seu nome é Astrolog. Vou incluir um link dele ao lado quando puder.

omens de homens

Minha amiga tem reclamado. A carne de homem é a mais cara no mercado. Ela quer um daqueles com “h” maiúsculo, não como esse ao lado.

Desilusões, traumas, necessidades não correspondidas… Por quê? Existe algum sinal no céu que represente esse momento? Encontrar omens de homens (ou seja, maus augúrios de homens) no céu não adiantará em nada para aliviar seu sofrimento hoje. Podemos sim, saber qual época terá mais força em se tratando de um casório feliz. Afinal de contas, mesmo a casa 7 mais aflita tem sua chance de trazer conforto a um coração despedaçado! (snif)
Vamos observar o mapa de Paula, nome fictício de minha amiga, pelo sistema de signos inteiros, já que a mãe dela não se lembra do horário, posicionando a natividade da filha entre 10:30 e 11:00 horas. (Depois vamos usar esse mapa para aplicar uma técnica de retificação descrita por Ptolomeu, chamada Animodar).
Descobrir que o regente da casa 7 é júpiter não basta! Onde estão todos os outros regentes? A resposta está na cúspide da 7.
  1. Domicílio: Júpiter está cadente, em escorpião. Seu dispositor é marte, sucedente, mas em libra, portanto em detrimento e conjunto a Saturno. Não há Alcobal (recepção de Marte pelo senhor da exaltação, Saturno, via conjunção) por que marte está debilitado. As coisas não vão bem para Júpiter. Isso significa que Paula buscará um vizinho ou parente como parceiro, mas a relação não durará devido a debilidade: a coisa fica somente na promessa.
  2. Exaltação: Vênus está angular, no décimo signo a partir do ascendente, e seu dispositor se encontra domiciliado, sendo ao mesmo tempo regente do ascendente e da dez. Aqui as coisas vão muito bem. Vênus é significador de casamento no mapa de Paula. Pela posição de vênus, percebemos que ela encontrará seu amor ao buscar sua carreira (10). Talvez ele se envolva com o governo (casa 10) ou imóveis e terras (casa 4 a partir da sete). Ele pode ajudar uma situação financeira difícil de camila, que tem a ver com diversões e doença (saturno, regente da casa 5 e 6 e posicionado na 2).

Uma vez sabendo que Vênus é a significadora dos relacionamentos no mapa de Paula, as coisas ficam mais fáceis. Toda vez em que esse planeta se envolver em Firdarias e Profecções, podemos pensar em namoros ou casamentos que terão um êxito maior do que os outros períodos de regentes aflitos da sétima casa. Vênus está na décima casa, então a profecção de casa X fala a favor de um bom namoro. A firdar de vênus ocorreu durante a sua adolescência, e o próximo sub período de vênus está longe, infelizmente. Com 24 anos de idade, Paula está com a Profecção na casa 1. Daqui a nove anos (portanto, em 2015), pode haver um casamento.

Até lá, Paula ficará sozinha? Claro que não. Os regentes mais fracos da casa sete entram em cena, representando ficadas, pegações e toda sorte de rolos que só redundarão em prazer e maravilhosas oportunidades de auto-descoberta. Que esse tempo sirva a ela para saber o que não quer para si.

O esquema das Firdaria (plural: Firdaria. Singular: Firdar) pode ser facilmente baixado na seção de utilitários do site de Paulo Silva. Ao fazer isso, entre em contato com o gajo, agradecendo pelas informações. Aproveite e deixe um comment no meu blog também!

Older entries »