Ao ver meus amigos veteranos pululando conhecimento médico, sinto-me tão atrasado que começo a pensar porque há tanta exigência se não há esforço da minha parte.
Estou a par de muitas questões acerca do ensino médico; seus paradoxos, suas deficiências, seu limite. Talvez me certifique de tudo isso pelo simples fato de ser um aluno medíocre, e queira me armar contra um superego gigantesco.
A promessa de ser um médico mais humano não deve se contrapor ao fato de se saber muito. O saber não transforma ninguém num robô, mas o modo como apreendê-lo sim.
Nesse último episódio de Star Wars, George Lucas retratou os médicos que realizaram o parto de Padme como robôs. Eles captaram o que ela queria: “ela não quer mais viver”, foi o que um deles disse a Obi wan Kenobi. Foi o primeiro robô médico, caridoso e preocupado com a essência de um ser humano que eu já vi no cinema (o menino de AI não era médico!). Fora da sala de partos, fora do centro hospitalar, talvez eles fossem desligados, pois não se dá nada a um robô que não seja combustível e lubrificantes. Lazer? Prazer?
Mas quando o médico que todos querem ser chega em sua casa vazia, ele tem a nítida impressão de faltar algo por outro local estar preenchido, substituído. A geladeira com um ou dois iogurtes uma lasanha congelada. Bebe seu refrigerante light sentado num canto da sala ouvindo pink floyd (echoes) lembrando-se de coisas belas que estão muito bem guardadas dentro de sua cabeça.
A gente voltou! A gente voltou! Passa lá!
Beijo,
Nanda